Investigadas foram presas após denúncias de clientes
Mais de 20 vítimas acusam a advogada Keythlyn Evelyn Teixeira de Lima e a secretária dela, Patrícia de Oliveira Santos, de aplicar um golpe envolvendo financiamentos de veículos em Goiás. Segundo a Polícia Civil, as investigadas induziam clientes a repassar altos valores sob a promessa de reduzir e quitar financiamentos de veículos em atraso. O prejuízo pode superar R$ 500 mil.
As duas foram presas em 13 de agosto, depois que três pessoas procuraram a 7ª Delegacia de Polícia de Aparecida de Goiânia e denunciaram que haviam sido enganadas após pagar pelo serviço do escritório e por um suposto acordo para a quitação dos débitos. Na segunda-feira (17), a Justiça converteu as prisões temporárias em preventivas.
Um dos denunciantes contou que só descobriu que o dinheiro repassado à advogada não havia chegado ao banco e que nenhuma negociação havia sido aberta depois que teve o carro apreendido enquanto ia para o trabalho.
Após a divulgação das prisões, mais de 20 pessoas procuraram o titular da 7ª DP de Aparecida de Goiânia, delegado Henrique Berocan. Segundo ele, as denúncias partiram de vítimas de Goiás e de outros estados, que teriam sido atraídas por anúncios feitos pelas investigadas nas redes sociais.
Vítimas de fora
“Além de Goiás, recebemos ligações de vítimas de São Paulo, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, e até do Ceará, que foram atraídas após anúncios feitos pelas autuadas em redes sociais”, descreveu.
A reportagem do Mais Goiás também recebeu denúncias de cinco vítimas de Goiânia, duas de Goianira, uma de São Paulo e outra de Marabá. Juntas, elas repassaram mais de R$ 200 mil ao escritório da advogada.
Pelo menos duas dessas vítimas também tiveram os veículos apreendidos mesmo após terem pago valores para a quitação de um suposto acordo anunciado por Keythlyn Evelyn e Patrícia de Oliveira.
Indiciadas por estelionato
Segundo Henrique Berocan, as duas investigadas foram indiciadas por estelionato e apropriação indébita. O delegado decidiu divulgar as identidades e imagens das investigadas por acreditar que novas vítimas possam reconhecê-las e denunciá-las.
A divulgação das informações busca ampliar o número de pessoas que possam contribuir com a investigação e ajudar a Polícia Civil a esclarecer a extensão do caso.
Com informações do Mais Goiás.
Junte-se aos grupos de WhatsApp do Portal CONTEXTO e fique por dentro das principais notícias de Anápolis e região. Clique aqui.
