Desconforto é atribuído à Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) localizada nos limites do setor Recanto do Sol, de onde parte a maioria das queixas
Com o adensamento populacional cada vez mais presente, a Estação de Tratamento de Efluentes de Anápolis se torna uma espécie de incômodo, devido à exalação de odores desagradáveis, que se alternam em duração e em intensidade. Cientificamente, não existe formas ou, sistemas que extingam, por completo essa anomalia. Existe controle. O mau cheiro vem pelas correntes de ar e é resultado da transformação de elementos químicos (gases e assemelhados) e, nem sempre é controlado satisfatoriamente, por mais que se empenhe, por mais que se busquem formas de se combater esse problema. Com o aumento da população em torno das estações de tratamento de efluentes (caso de Anápolis) cresce, também, o volume de reclamações, O mau cheiro, de fato, é perturbador, pode causa problema de saúde, além de outros inconvenientes para a vida social das comunidades.
O problema vivido pelos moradores da Região Leste de Anápolis não é inédito. Ele já foi presente na região central, assim que começou a instalação das primeiras redes coletas de esgoto sanitário, com o fim das antigas latrinas (casinhas, privadas, etc.) muito comuns nas residência em décadas passadas. Alguns domicílios passaram a usa as antigas fossas, condenadas, posteriormente, pelos órgão de saúde pública, sob a alegação de que contaminavam o lençol freático.
Histórico
Os primeiros trechos de rede coletora de Anápolis foram implantados em 1956. Em 1969, se construiu uma estação de tratamento de esgotos de área central da cidade, para tratar 50% dos detritos coletados na época. Ela ficava na Avenida Contorno (José Lourenço Dias) onde, hoje, se localiza o SENAC. Por durante muitos anos, a população próxima, também, queixava-se do odor que exalava do chamado decantador, O Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) de Anápolis teve grande impulso em 1991, quando se deu início à operação do sistema ampliado, conforme o projeto elaborado entre os anos de 1985 e 1989.
Hoje, o atual sistema de esgotamento está dividido em seis sub-bacias: (a) Góis, (b) Água Fria, (c) Cesário, (d) Reboleiras e (e) Antas, estão localizadas na bacia do Ribeirão Antas; e a sub-bacia Catingueiro, localizada na Bacia do Córrego Catingueiro. A maior parte do sistema de esgotamento sanitário da cidade de Anápolis foi implantada conforme projeto elaborado em 1980. Antes disso, o Município vivia sob o reflexo das expectativas de crescimento populacional e econômico, ocorridos nas décadas anteriores.
A história do tratamento de esgotos em Anápolis remonta à implantação da primeira rede coletora em 1956, seguida pela construção de uma estação de tratamento de área central em 1969, que tratava 50% do esgoto coletado na época. Um impulso significativo para o sistema ocorreu em 1991, com melhorias na expansão e aprimoramento da Estação de Tratamento de Esgoto, o que incluiu a introdução de um projeto terciário e a instalação de 126 quilômetros de redes coletoras.
Marcos na história do saneamento em Anápolis:
1956: Instalação dos primeiros trechos da rede coletora de esgoto em Anápolis; 1969: Construção da primeira Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de área central, com capacidade para tratar 50% do esgoto coletado na época. 1991: O sistema de esgotamento sanitário (SES) de Anápolis recebeu um impulso importante, com investimentos em melhorias na expansão e aprimoramento da Estação de Tratamento de Esgoto. A fase crucial de expansão incluiu a introdução de um sistema de tratamento terciário e a instalação de 126 quilômetros de novas redes coletoras de esgoto, visando a universalização do serviço.
As causas
O mau cheiro de uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) é causado por gases como o sulfeto de hidrogênio (H2S), produzido pela decomposição de matéria orgânica em condições anaeróbias, e amônia, liberados durante o tratamento do esgoto e do lodo. Para resolver o problema, as ETEs devem adotar uma boa prática de limpeza e manutenção, manter condições aeróbias, controlar a retenção de resíduos e usar barreiras físicas ou produtos químicos para mitigar os odores. Suas causa são: decomposição de matéria orgânica, processo resultante dos resíduos orgânicos do esgoto, especialmente em condições sem oxigênio (anaeróbias), o que leva a formarem-se gases que causam mau cheiro, como o sulfeto de hidrogênio (H2S), responsável pelo cheiro de “ovo podre”; Amônia (NH3): também é um subproduto da decomposição de compostos orgânicos nitrogenados durante o tratamento anaeróbio e tem um odor característico que pode ser percebido como um risco à saúde em concentrações mais altas; Lodo: o acúmulo e manuseio do lodo, que é o resíduo sólido das ETEs, são fontes significativas de odores desagradáveis.
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