Completou-se, esta semana, um ano, desde que os aviões da Força Aérea Brasileira aterrissaram na Base Aérea de Anápolis, trazendo os brasileiros que estavam na província de Wuhan, na China, onde explodiu a incidência do novo coronavírus, alastrando-se, depois, para o mundo todo.
Naquela ocasião um misto de incertezas, dúvidas e, até, de repulsa, tomou conta de muitos, tendo em vista a onda de terror e pavor que dominou o mundo. Houve quem pensasse que o índice de contaminação fosse avassalador e que a doença atingira, indistintamente, qualquer pessoa, em qualquer tempo e em qualquer situação de forma descontrolada. Não foi bem assim, embora, até hoje, o mundo inteiro sofra com a covid-19, na esperança de que as muitas vacinas que começaram a ser aplicadas consigam, pelo menos, deter a circulação do vírus, até que se encontrem fórmulas farmacêuticas para o controle da doença.
Todavia, o que mais chamou a atenção, foi o desprendimento das autoridades goianas e, muito pontualmente, anapolinas, que enfrentaram o preconceito e a desinformação, para abrigarem os brasileiros procedentes da China. Foi um dos mais notáveis exemplos de solidariedade humana e os resultados subsequentes demonstraram que a atitude estava correta. Do grupo que desembarcou em Anápolis, nenhuma pessoa estava infectada e, muito menos foi a óbito. Esse fato, por certo, vai fazer parte da história por muitos e muitos anos.
