BC determina regras que restringem uso da palavra “banco” por fintechs não autorizadas
O Banco Central (BC) apertou as regras e determinou que fintechs e instituições de pagamento não podem usar a palavra “banco” ou “bank” em seus nomes, a menos que tenham autorização formal para operar como um. A medida tem como principal objetivo evitar confusão entre o público, impedindo que empresas sem licença bancária sugiram ter as mesmas garantias e direitos de um banco tradicional.
Impacto no Nubank
O caso é emblemático para o Nubank, que, apesar de ser amplamente reconhecido como um banco por muitos, possui autorizações para atuar como instituição de pagamento, sociedade de crédito e corretora de valores, mas não como banco. A fintech confirmou que está analisando a nova determinação e que as empresas afetadas têm até 120 dias para apresentar um plano de adequação. O Nubank, no entanto, reforçou que a norma afeta apenas o nome, e não os serviços prestados, garantindo que as operações seguem normalmente para os clientes.
Endurecimento regulatório
A medida é vista como um endurecimento regulatório mais amplo do BC, que busca fortalecer a solidez do sistema financeiro com novas exigências, como o aumento do capital requerido para essas empresas. Especialistas destacam que a iniciativa busca proteger os consumidores e assegurar que o mercado financeiro funcione com maior transparência e segurança.
Próximos passos
Nos próximos meses, será observado se o Nubank e outras fintechs se adequarão à norma, possivelmente alterando nomes e estratégias de comunicação. Uma questão central é como as empresas equilibrarão o reconhecimento de marca com o cumprimento das exigências do BC.
Garantia de serviços
Apesar da alteração exigida nos nomes, as operações financeiras, produtos e serviços oferecidos aos clientes continuarão em funcionamento normal. A fintech reafirma que a mudança não interfere na experiência do usuário nem nas funcionalidades disponíveis.
Proteção ao consumidor
O BC reforça que a regra é uma forma de garantir maior clareza para o público e evitar que pessoas confiem equivocadamente em empresas sem licenciamento bancário. A expectativa é que a medida contribua para reduzir riscos financeiros e aumentar a confiança nos serviços regulamentados.
O caso do Nubank exemplifica como o endurecimento regulatório pode impactar empresas de destaque, sem prejudicar clientes, mas exigindo ajustes estratégicos e de comunicação. Nos próximos meses, o mercado acompanhará atentamente as adequações, avaliando se o “roxinho” vai de “bank” para “Nu” no Brasil.




