
O mercado brasileiro de SUVs de seis e sete lugares nunca teve tantas marcas, tecnologias e opções.
Se voltarmos alguns anos no tempo e procurarmos veículos de seis ou sete lugares no Brasil, as opções eram bastante limitadas. Tínhamos Fiat Doblò, alguns modelos da Citroën e, claro, a Chevrolet Spin. Eram os campeões de vendas, principalmente entre taxistas, empresas e compradores que precisavam de espaço.
Por falar em Spin, ela continua imbatível nos pontos de táxi dos aeroportos brasileiros. É praticamente uma instituição nesse ambiente.
Subindo de categoria, encontrávamos Toyota SW4 e Chevrolet Trailblazer. Mais acima, já estava a bela Kia Carnival, desejada por muitas famílias de alto poder aquisitivo, inclusive para blindagem e transporte familiar. Com motor de seis cilindros e espaço de sobra, sempre foi um produto diferenciado.
Pois bem. Nos últimos três anos, o cenário mudou completamente.
Se hoje o consumidor decidir procurar um veículo de seis ou sete lugares à venda no mercado nacional, poderá passar horas pesquisando, comparando versões e, principalmente, tentando decidir qual comprar.
São tantas marcas, modelos e acabamentos que até isso mereceria um capítulo à parte. O nível de luxo e equipamentos impressiona. Há bancos com massagem, ventilação e aquecimento, regulagens elétricas, teto solar panorâmico, portas com acionamento elétrico e uma infinidade de outros mimos.
E não é apenas uma questão de conforto. Também existem inúmeras opções de motorização, tração e combustível. A Kia oferece o Sorento a diesel e o Carnival com motor V6 a gasolina. A GWM tem o Haval H9 e o sofisticado Wey 07, híbrido plug-in, com seis lugares.

Na lista ainda aparecem Toyota SW4, Hyundai Palisade, Tiggo 8 e Tiggo 9, Mitsubishi Outlander, GAC GS9, BYD Atto 8, Tan EV, Chevrolet Spin e Trailblazer, na Jeep temos o Comander, e, ainda temos o recém-chegado Jetour S08, híbrido plug-in de sete lugares. Certamente outros modelos ainda poderiam ser acrescentados.
O mais impressionante é a faixa de preços. Dependendo do modelo e da versão, o consumidor pode encontrar opções na casa dos R$ 130 mil e chegar a mais de R$ 600 mil.
Quando falamos que os chineses chegaram para inundar o mercado brasileiro, não estamos falando apenas da chegada de novas marcas. Eles trouxeram também uma enorme quantidade de modelos para praticamente todos os segmentos.
E trouxeram escolhas. Combustão, híbridos convencionais, híbridos plug-in e veículos 100% elétricos. Mais equipamentos, mais tecnologia, mais concorrência e, principalmente, mais alternativas.
No fim das contas, quem ganha é o consumidor. Se há alguns anos era preciso escolher entre poucas opções, hoje o problema é outro: escolher entre muitas.
E, convenhamos, esse é um problema que todo consumidor gostaria de ter.
No mercado automotivo, informação continua sendo o melhor opcional.
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