O que pode parar uma cidade?

Algumas situações podem determinar que uma cidade do porte de Anápolis pare. Pode ser uma pandemia ou quedas de pontes devido às enchentes. Uma greve do serviço de transporte público coletivo também pode parar uma cidade.
Isso ficou evidente quando em fevereiro de 2024, os motoristas dos ônibus públicos urbanos, insatisfeitos com o que classificaram de descaso nas negociações salariais, cruzaram os braços e a cidade praticamente parou. Foi um caos. E, agora, na segunda-feira, 30 de junho, de novo.
De 2015 até agora a disparidade entre a tarifa definida pela planilha contratual e tarifa pública autorizada pela prefeitura, estabeleceu uma defasagem no preço que pode ser considerado impossível de ser atualizado.
Além de um déficit tarifário que pode alcançar algumas dezenas de milhões de reais, a frota de ônibus precisa ser renovada. Assim como a reativação de linhas e a criação de novas. A população não pode ficar sem o serviço. Os motoristas estão estafados, em estado de desalento, acumulam função de cobrador e enfrentam um trânsito cada vez mais complexo.
Qual é a saída? A prefeitura, a Urban e os trabalhadores devem juntos decidir. Num passado recente, a Agência Reguladora Municipal (ARM) apontou alguns caminhos: subsídios do Governo Estadual no ICMS do óleo diesel, criação do Fundo Municipal do Transporte Público, exploração da Área Azul e aportes do município. Talvez a discussão possa começar por aí e que não sejam necessários novos movimentos paredistas por razões salariais, pelo menos.
Câmara 1

Em 2016 pesquisa Serpes mostrou que aprovação da Câmara de Anápolis era de 12,8% e reprovação, 54,7%. Em 2020, o mesmo instituto mostrou aprovação do Legislativo em 20,7%.
Câmara 2
Agora, em junho 2025, pesquisa Igape/Realidade do Povo mostra aprovação de 36%. E reprovação de 39%. Tendência de aumento da aceitação e redução da desaprovação.
Indeciso
O vereador João da Luz (Cidadania) deve tentar, mais uma vez, a disputa por uma vaga na Câmara Federal em 2026. Mas pode refluir da ideia, caso aceite o convite do deputado federal Professor Alcides (PL), para coordenar sua campanha em Anápolis.
Tô fora
O ex-prefeito Pedro Sahium, nas entrevistas que concede aos meios de comunicação, decreta que está aposentado para as disputas político-eleitorais. Em 2024 foi cogitado como candidato a prefeito pelo PDT, mas não conseguiu consolidar o projeto. Tem se dedicado ao estudo e a dar aulas.
Magoou
Wilder Morais, senador do PL, reage a informações que circulam nas redes sociais de que poderia declinar de candidatura a Governador, para apoiar o projeto liderado por Ronaldo Caiado. E, também, de que estaria pretendendo aliança com Marconi Perillo (de quem já foi secretário). Fala em processar quem espalha essas insinuações.
Faz parte
O prefeito Márcio Corrêa (PL), na audiência de prestação de contas, na semana passada, na Câmara, falou pela primeira vez sobre a operação ‘Máscara Digital’. “Quando ocupamos cargo [público] estamos sujeitos a investigações. Aguardo a decisão. Se for investigado, vou contratar advogado e acompanhar o processo”, disse.
Profissional e competente

É preciso reconhecer a eficiência das ações adotadas pelo anapolino José Ricardo Caixeta Ramos, presidente da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), no cerco aos casos de gripe aviária verificados em Goiás. Agiu com sobriedade, conhecimento de causa e entendendo a gravidade do caso. Tomou atitudes no tempo certo. Sua expertise foi essencial para contornar a situação e tranquilizar a população.
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