A dengue segue como um dos maiores desafios de saúde pública no Brasil, com milhares de casos registrados anualmente
Apesar dos esforços em todo o Brasil para conter o avanço da doença, a ameaça continua presente, exigindo estratégias inovadoras e sustentáveis para o controle do principal vetor da doença: o mosquito Aedes aegypti. Nesse contexto, um importante projeto de pesquisa, com participação do professor Lucas Danilo Dias, coordenador do Curso de Farmácia e do Centro de Excelência de Pesquisa e Inovação Tecnológica em Saúde (CEPInova) da Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA), traz avanços promissores no enfrentamento das arboviroses.
Em colaboração com renomadas instituições do Brasil e dos Estados Unidos, o estudo desenvolveu uma formulação fotolarvicida à base de curcumina microencapsulada, capaz de eliminar larvas do Aedes com alta eficiência e impacto ambiental reduzido. A tecnologia inovadora utiliza a técnica de spray-drying para encapsular a curcumina com D-manitol e amido, produzindo tabletes que, quando expostos à luz, se tornam altamente eficazes contra as larvas do mosquito.
“Um dos principais resultados do estudo foi a redução de 57 vezes na concentração letal necessária em comparação à curcumina livre, além de manter efeito residual por até 27 dias — um avanço significativo em relação aos métodos convencionais. Ademais, o fomento da FAPEG/SES está sendo determinante para consolidar uma tecnologia inovadora, de alto impacto em saúde pública e meio ambiente, viabilizando a transição da bancada para o campo e fortalecendo a ponte entre pesquisa acadêmica e aplicação social”, explica o professor Lucas Dias.
A pesquisa também demonstrou que a microencapsulação favorece a liberação controlada do princípio ativo, o que amplia sua atuação em diferentes ambientes. Trata-se de uma alternativa promissora aos inseticidas químicos, que muitas vezes causam impactos negativos ao meio ambiente e à saúde humana.
Os dados reforçam a importância de investir em ciência e tecnologia como aliadas no combate à dengue e outras doenças tropicais negligenciadas, como Zika, Chikungunya e Febre Amarela. Em 2025, o Brasil já registra quase meio milhão de casos prováveis de dengue e mais de 200 mortes confirmadas, de acordo com o Ministério da Saúde.
A contribuição da UniEVANGÉLICA para essa pesquisa de ponta reafirma o papel estratégico da academia na busca por soluções sustentáveis para problemas de saúde pública. Além de fortalecer o compromisso institucional com a inovação científica, o projeto consolida a universidade como um polo de excelência em pesquisa e cooperação internacional.
Lançamento e Pioneirismo em Anápolis
A formulação foi desenvolvida e estabelecida em estudos anteriores pelo Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (Campus São Carlos) com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), coordenado pelo professor Vanderlei Salvador Bagnato.
Esta nova etapa, em parceria com a Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) visa ampliar a aplicação para estudos em campo (Fase 3) no município de Anápolis com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (FAPEG) e Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), com apoio da Associação Educativa Evangélica (AEE), Fundação Universitária Evangélica (FUNEV) e da Prefeitura Municipal de Anápolis.
Dando continuidade a este avanço científico, uma equipe da USP São Carlos com participantes do projeto estará na Universidade Evangélica de Goiás – UniEVANGÉLICA na quarta-feira, 21 de janeiro de 2026, às 14h. O encontro ocorrerá no miniauditório do Edifício Daisy Fanstone para o lançamento da iniciativa e treinamento com as equipes da Secretaria Municipal de Saúde de Anápolis, contando com a presença do prefeito municipal e secretários municipais. Este marco é histórico para a região, pois Anápolis será a primeira cidade do Brasil em que serão feitos os testes práticos com esse larvicida.
Sobre a relevância da ação, o Professor Dr. Sandro Dutra e Silva, Pró-Reitor de Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Ação Comunitária da UniEVANGÉLICA, destaca: “Este momento é de extrema importância para a nossa instituição, pois reafirma a UniEVANGÉLICA como protagonista em pesquisas de impacto global. Mais do que um avanço acadêmico, esse estudo possui uma relevância social imensurável, oferecendo uma solução prática e sustentável para um problema crítico de saúde pública, protegendo diretamente a nossa comunidade e servindo de modelo para o restante do país”.
Equipe do Projeto
Vanderlei Salvador Bagnato, Lucas Danilo Dias, Alessandra Ramos Lima, Giovanni de Araujo Boggione, Mariana de Souza, Sandro Dutra e Silva, Natalia Mayumi Inada, Matheus Garbuio, Taina Cruz de Souza Cappellini, Osmar Vieira da Silva.
Serviço
Data: Quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
Hora: 14h
Local: Mini auditório do Edifício Daisy Fanstone, UniEVANGÉLICA – Anápolis/GO
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