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Quanto custa o mesmo carro no Brasil e na Argentina

de Valeriano Sahium
8 de março de 2026
em Artigo, Colunas
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Imagem: Reprodução

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A recente redução de impostos sobre automóveis anunciada pelo governo argentino reacendeu um debate antigo entre consumidores e especialistas do setor automotivo: afinal, quanto custa o mesmo carro em países vizinhos da América do Sul?

Durante muitos anos, a Argentina foi considerada um dos mercados mais caros da região para a compra de veículos. A combinação de inflação elevada, restrições à importação e impostos internos fez com que diversos modelos tivessem preços significativamente superiores aos praticados no Brasil.

Nos últimos meses, porém, mudanças na política econômica começaram a alterar esse cenário. O governo argentino decidiu reduzir ou eliminar tributos aplicados a determinados veículos, especialmente aqueles que ultrapassavam certas faixas de preço. O objetivo foi tornar o mercado mais competitivo e estimular o consumo.

Quando comparamos alguns modelos vendidos nos dois países, surgem diferenças interessantes. Um exemplo é o Toyota Corolla, um dos sedãs médios mais populares da América do Sul. No Brasil, dependendo da versão, o carro pode custar entre R$ 160 mil e R$ 190 mil. Na Argentina, após a conversão aproximada da moeda, o valor pode ficar em torno de R$ 135 mil.

Já no segmento de utilitários esportivos, o comportamento dos preços pode ser diferente. O Toyota Corolla Cross, por exemplo, aparece com valores relativamente próximos nos dois países. No mercado argentino, o SUV pode custar entre 39 e 47 milhões de pesos, dependendo da versão e do nível de equipamentos. No Brasil, as versões variam aproximadamente entre R$ 168 mil e R$ 203 mil.

Outro exemplo é o Jeep Compass, um dos SUVs médios mais vendidos da região. Nesse caso, os preços tendem a ser um pouco mais elevados no mercado argentino quando convertidos para reais, refletindo ainda os efeitos da inflação e de custos internos mais altos.

Essas comparações mostram que o preço de um automóvel não depende apenas do custo de produção. Fatores como carga tributária, política cambial, volume de produção e estratégia comercial das montadoras têm grande influência sobre o valor final pago pelo consumidor.

Mesmo com as mudanças recentes, especialistas acreditam que o mercado argentino ainda levará algum tempo para atingir uma estabilidade de preços comparável à de outros países da região. Ainda assim, o corte de impostos já começa a produzir efeitos práticos, reduzindo a diferença entre os mercados e aumentando a competitividade do setor automotivo sul-americano. E, quando as alíquotas e os juros se adequarem para o que o governo Argentino quer, a distância entre os preços dos veículos vendidos no Brasil tende a ser, no mínimo, 50% a mais que no país vizinho.

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