
Na semana passada falamos sobre as linhas de financiamento destinadas a motociclistas, entregadores, taxistas e motoristas de aplicativos. Agora, vale a pena olhar para uma segunda etapa do Move Brasil o financiamento de caminhões, ônibus, implementos rodoviários e máquinas agrícolas.
O programa também possui uma linha de créditos voltados à renovação de ativos produtivos já lançados no país. Somente para caminhões, ônibus e implementos rodoviários, estão disponíveis R$ 21,2 bilhões em financiamentos com juros reduzidos, condições facilitadas e prazos que chegam a dez anos.
O objetivo é claro: renovar a frota brasileira, reduzir custos operacionais, melhorar a segurança nas estradas e diminuir as emissões de poluentes. O programa contempla transportadores autônomos, cooperativas e empresas do setor de transporte, permitindo inclusive a aquisição de veículos seminovos fabricados a partir de 2012, desde que atendam aos critérios estabelecidos pelo governo.
Uma novidade interessante é o incentivo à retirada de circulação dos veículos mais antigos. Proprietários que destinarem caminhões com mais de vinte anos para reciclagem poderão obter condições ainda mais vantajosas de financiamento. A medida busca modernizar a frota nacional e aumentar a eficiência logística do país.

O agronegócio também foi contemplado com uma linha específica de R$ 10 bilhões destinada à aquisição de máquinas e implementos agrícolas. Pela primeira vez, cooperativas do setor terão acesso direto a recursos para financiar tratores, pulverizadores, colheitadeiras, semeadeiras, plantadeiras e equipamentos voltados à agricultura digital.
O programa será operado pela Finep e por instituições financeiras credenciadas, priorizando equipamentos com conteúdo nacional e projetos ligados à inovação e ao desenvolvimento tecnológico.
A iniciativa chega em um momento especialmente favorável ao campo brasileiro. O agronegócio segue registrando recordes de produção e exportação, enquanto a projeção para a safra 2026/2027 supera 350 milhões de toneladas de grãos. Máquinas mais modernas significam maior produtividade, menor custo operacional e mais competitividade para os produtores brasileiros.
Se os resultados observados na renovação da frota de caminhões servirem de referência, a expectativa é que o programa contribua significativamente para impulsionar investimentos, fortalecer a indústria nacional e aumentar a competitividade da economia brasileira nos próximos anos.
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