Uma eleição acirrada, como já se esperava que seria o segundo turno da sucessão presidencial, com decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) de prorrogar a votação, e manifestações duras de ambos os lados.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquistou o quarto mandato com mais de 64 milhões de votos, mais precisamente: 64.256.232, o que representou 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro (PL) obteve 59.826.041 votos (48,21%).
128.236.074 eleitores compareceram às urnas para votar, representando 80,78% dos aptos ao voto para o pleito. Por outro lado, 30.509.005 eleitores se abstiveram de votar, representando 19,22%. Votos brancos somaram 1.430.496 (1,12%) e os nulos 2.723.305 (2,12%).
Conhecido o resultado, Lula e Flávio Bolsonaro deram declarações públicas acerca dos números revelados nas urnas.
O candidato do PL, Flávio Bolsonaro afirmou: “O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi inclusive inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, e ex-advogado do Lula dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele e muda a regra do jogo no meio do jogo. Às 17:01, o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, atropelando a Justiça especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil”, disse.
Lula, do PT, também atacou o adversário no seu pronunciamento: “Nunca pensei em me deparar com um representante genuíno do ‘milicianismo’ neste país. Nunca imaginei que uma pessoa pudesse mentir tanto, com tanta desfaçatez, como se não tivesse, dentro dele, uma célula de humanismo, parece tudo falso”, afirmou.
Ainda em sua fala, Lula afirmou: “Se depender de mim, esse país só tem que ser civilizado, esse país tem uma Constituição. Ninguém é obrigado a gostar do presidente eleito, mas ele foi eleito para governar para todos e ele foi eleito para governar com base no respeito à Constituição”.
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