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Seis jogos do Brasileirão e cinco de campeonatos estaduais são alvo do MPGO

de Jornal Contexto
19 de abril de 2023
em Ministério Público
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MP Futebol

Investigações do Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Coordenadoria de Segurança Institucional e Inteligência (CSI), indicam a manipulação de resultados em seis partidas do Campeonato Brasileiro da Série A de 2022:

– Santos x Avaí (5/11) – jogador do Santos foi assediado para tomar um cartão amarelo;
– Red Bull Bragantino x América Mineiro (5/11) – atleta do Bragantino foi abordado para tomar um cartão amarelo;
– Goiás x Juventude (5/11) – dois jogadores do Juventude foram assediados para tomar cartões amarelos;
– Cuiabá x Palmeiras (5/11) – jogador do Cuiabá foi assediado para tomar cartão amarelo;
– Santos x Botafogo (10/11) – atleta do Santos foi assediado para tomar cartão vermelho;
– Juventude x Palmeiras (10/9) – jogador do Juventude foi assediado para tomar cartão amarelo.

Jogos campeonatos estaduais de 2023 também estão no escopo da Operação Penalidade Máxima II, deflagrada hoje (18/4):
– Campeonato Goiano: Goiás x Goiânia (12/2) – derrota do Goiânia no primeiro tempo;
– Campeonato Gaúcho: Caxias x São Luiz de Ijuí (12/2) – jogador do São Luiz cometer pênalti; Bento Gonçalves x Novo Hamburgo (11/2) – jogador do Novo Hamburgo cometer pênalti;
– Campeonato matogrossense: Luverdense x Operário de Várzea Grande (11/2) – manipulação de escanteios;
– Campeonato Paulista Guarani x Portuguesa (8/2) – cartão amarelo.

Modus operandi

A revelação dos jogos e o detalhamento do modus operandi do grupo criminoso ocorreu durante entrevista coletiva concedida ontem (18), pelo coordenador do Gaeco, promotor Rodney da Silva; pelo coordenador da operação, promotor Fernando Cesconetto; e pelo promotor integrante do Gaeco Marcelo Borges Amaral.

Os atletas envolvidos receberiam entre R$ 70 mil e R$ 100 mil por pênaltis cometidos, escanteios e cartões amarelos e vermelhos nas partidas. 

Os nomes dos suspeitos não foram revelados em obediência à Lei de Abuso de Autoridades.

De acordo com Fernando Cesconetto a partida Juventude x Palmeiras (10/9) acabou entrando na lista depois que um dos suspeitos, durante abordagem, apontou fraude também neste jogo.

Rodney da Silva afirmou, durante a coletiva, que essa revelação pode indicar que o esquema pode ser ainda maior do que o apurado até agora.

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Mandados e prisões

Foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão, sendo 1 em Goiás (um jogador de futebol em Goianira), 3 no Rio Grande do Sul, 3 em Santa Catarina, 1 no Rio de Janeiro, 2 em Pernambuco e 10 em São Paulo.

Também foram cumpridos 3 mandados de prisão em São Paulo (nenhum contra jogador). Nos locais das prisões foram encontradas e apreendidas duas armas de fogo e granadas de efeito moral.

Os suspeitos terão de explicar como conseguiram e como acessaram o material, por serem de uso restrito. 

O coordenador do Gaeco esclareceu que os investigados, caso sejam denunciados e as denúncias aceitas pela Justiça, irão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção (de acordo com o Estatuto do Torcedor) e ainda lavagem de dinheiro.

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Ele frisou que os clubes, as federações, a maioria dos jogadores e mesmo as casas de apostas são vítimas desses esquemas.

“Toda aposta manipulada traz prejuízo para a casa de apostas”, pontuou.

Próximos passos

Segundo Fernando Cesconetto, os trabalhos do MP agora se concentrarão na reunião e análise de material e interrogatório dos suspeitos, para só então definir os próximos passos.

Ele deixou claro que não há prazo determinado para conclusão das investigações.

Sobre a possibilidade de novas etapas da operação, Rodney da Silva afirmou: “Talvez não haja mais nenhuma, talvez haja mais dez”, a depender dos fatos novos que forem apurados.

O coordenador do Gaeco disse ainda que cabe à sociedade, aos clubes, federações e entidades ligadas ao esporte desenvolver um trabalho conjunto preventivo para evitar que situações como essa se perpetuem.

Nesta etapa, o Gaeco, com o apoio dos MPs de São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, focou as investigações em cinco jogos do Campeonato Brasileiro Série A 2022 e, também, outras cinco partidas de campeonatos estaduais realizadas entre janeiro e fevereiro deste ano.

Novos investigados

A primeira fase da Operação Penalidade Máxima, realizada em fevereiro deste ano, ofereceu denúncia contra 14 pessoas, entre jogadores corrompidos e apostadores, por aliciamentos e intermediação de fraudes nos resultados de jogos.

Segundo Fernando Cesconetto, nesta segunda fase há pessoas que já foram alvo das investigações naquele momento, mas também novos atores envolvidos.

(Com informações da Assessoria de Comunicação Social do MPGO)

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