No último mês de outubro, um empresário, sob o efeito de álcool, provocou um acidente na Avenida Brasil, em Anápolis, o que resultou na morte de duas pessoas. Um jovem de 29 e um adolescente de 15 anos. Este empresário ficou quase três meses preso e foi solto para responder “em liberdade”. Este foi, apenas, um dos casos de crimes de trânsito registrados na mídia nos últimos tempos na Cidade. Depois dele vários outros acidentes, provocados por pessoas embriagadas, passaram a fazer parte da relação dolorosa de inocentes que perderam a vida estupidamente. No último final de semana, mais dois casos que chamaram todos à reflexão: em Itumbiara, Sul de Goiás, um jovem de 19 anos, filho de um ex-prefeito daquela cidade, sem carteira de habilitação, embriagado e em alta velocidade, provocou um acidente onde duas pessoas morreram. Este jovem não ficou nem 48 horas na cadeia. Pagou fiança de 10 mil reais, foi para casa e responderá pelo crime “em liberdade”.
Da mesma forma, em Anápolis um homem atropelou outro garoto de 15 anos, ao fazer um “gato” na Avenida Pedro Ludovico. Este fugiu do flagrante e, dois dias depois foi descoberto. Levado à Delegacia de polícia, prestou depoimento e voltou para casa, para, também, responder “em liberdade”. Assim tem sido, infelizmente, em todo o Brasil, onde se matam pessoas por conta da negligência, da imprudência e da imperícia de condutores. Praticamente todos eles são levados à presença da autoridade policial e, em poucos dias estão de volta às ruas. Muitos deles ao volante de veículos, como se nada houvesse acontecido.
Deixam para trás um rastro de dor e sofrimento de pais; mães; familiares; amigos; companheiros de trabalho, colegas de escola e outros seres humanos de sua convivência. Quanto aos autores dessas barbáries, praticamente nada lhes acontece. Não se tem notícia de autores de crimes de trânsito cumprindo pena em cadeia. Há casos isolados, mas, um número insignificante frente aos que ficam impunes. Quando muito, esses autores são condenados a prestarem “serviços comunitários”, nem sempre conferidos e/ou a doarem cestas básicas, também sem qualquer acompanhamento.
