A CDL- Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis- realizou recentemente um encontro oportuno para jogar luz a um tema que já vem sendo debatido no município há vários anos: a revitalização ou requalificação do Centro.
Por Vander Lúcio Barbosa
A recorrência desse debate deve ao fato de que a situação tem se agravado com o passar dos anos e isso está latente no número de portas de comércio definitivamente baixadas. Isso significa, como consequência, menos atividade econômica, menos arrecadação de tributos e desemprego.
E, ressalte-se, não é um problema que está relacionado de forma direta com o poder público. Não é um problema que se relaciona a uma eventual falta de ação da representação do setor. Nem mesmo, é um problema gerado diretamente pelos empresários.
Enfim, não é uma situação para se apontar culpas. Mas, por outro lado, é uma situação que envolve fatores diversos a conjunturais como a migração de consumidores para os shoppings e o comércio eletrônico, a descentralização do comércio para os bairros. Isso, só para citar alguns.
Tem-se ainda, numa análise mais amiúde, problemas relacionados com a dificuldades que há para se empreender no Brasil, decorrente da alta carga tributária e da burocracia, do engessamento das leis trabalhistas. Enfim, ser empreendedor nesses cenários é papel de herói.
Soma-se a isso tudo questões de infraestrutura, segurança, de mercado imobiliário e outras.
De modo que atravessar essas barreiras para revitalizar ou requalificar o Centro de Anápolis é um esforço que exige planejamento, suor e, sobretudo, união. União entre o poder público, os empresários e suas representações, os agentes políticos.
Há muito que se fazer e não há soluções mágicas para resolver de imediato todas as demandas. Mas, um passo atrás do outro, é possível chegar a um trabalho a contento que devolva ao Centro um pouco do protagonismo que já teve num passado não muioito distante.
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