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Doença de Chagas: “silenciosa e negligenciada”, já registrou mais de 90 óbitos em Goiás

de Jornal Contexto
15 de abril de 2024
em Saúde
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Doença de Chagas

Imagem ilustrativa

O Dia Mundial da Doença de Chagas, cuja passagem se deu neste domingo, dia 14 de abril, marca a luta pela eliminação da enfermidade, considerada silenciosa e que ainda hoje atinge pelo menos 8 milhões de pessoas ao redor do mundo.

A doença, que pode atingir órgãos como o coração, intestino e esôfago, é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como negligenciada, por ter relação com determinantes sociais.

Menos de 10% das pessoas infectadas tem acesso ao diagnóstico e menos de 1% tem acesso ao tratamento.

Em Goiás, estima-se que entre 200 mil e 300 mil pessoas sejam portadoras da doença na forma crônica.

Nesse contexto, o Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), em parceria com o Ministério da Saúde, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Secretaria Municipal de Saúde de São Luís de Montes Belos, lançou esta semana o projeto IntegraChagas Brasil.

Pesquisa

A pesquisa estratégica, financiada e demandada pelo Governo Federal, está em andamento em quatro unidades da federação: Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Goiás.

Aqui no estado, São Luís de Montes Belos foi escolhido para a execução do projeto, por ser um dos municípios goianos com maior número de notificações de casos crônicos de Chagas.

Flúvia Amorim, superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), que no lançamento da pesquisa, lembrou que apenas em 2024, 93 pessoas já perderam a vida para a doença no estado.

O número, apesar de ser próximo ao de óbitos por dengue (110), por exemplo, acaba não tendo tanta repercussão e impacto na sociedade.

Leia também: Abril Verde promove a prevenção e a notificação de doenças no trabalho

“Ela é invisível para a comunidade como um todo. E por quê? Porque, infelizmente, na maioria das vezes, quem sofre a dor são pessoas de baixa renda, são pessoas que têm uma vulnerabilidade social muito grande e a gente precisa se atentar a isso também”, enfatizou a superintendente.

De acordo com o Sistema de Informação de Mortalidade, em média, 689 pessoas vão a óbito por ano devido à doença de Chagas em Goiás.

Levantamento estratégico

O evento, realizado em São Luís de Montes Belos, marcou ainda o lançamento do primeiro boletim com o Perfil epidemiológico e sociodemográfico dos casos crônicos de doença de Chagas notificados em Goiás, entre os anos 2013 e 2023.

O material foi produzido pela Gerência de Vigilância Epidemiológica de Doenças Transmissíveis da SES-GO, em colaboração com a equipe do IntegraChagas, a partir dos dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

O informativo garante um panorama detalhado sobre a doença no estado, que deverá auxiliar na execução das ações e políticas públicas voltadas ao controle de chagas em território goiano.

Dados

O boletim mostra que, durante os últimos 10 anos, foram notificados 7.802 casos de Chagas na forma crônica no estado de Goiás, com taxa de prevalência média de 10,25 casos a cada 100 mil habitantes.

O ano de 2019 apresentou o maior número de notificações, com 1.183 registros. A maior frequência de casos foi verificada em pessoas do sexo feminino (58,7%), de raça/cor parda (32,1%), que residiam em zona urbana (88,8%) e estavam na faixa etária maior ou igual a 70 anos (28,4%).

Imagem ilustrativa/internet

Doença de Chagas: o que é

É uma doença transmissível causada por um parasito e transmitida principalmente através do inseto “barbeiro”.

O agente causador é um protozoário denominado Trypanosoma cruzi.

No homem e nos animais, vive no sangue periférico e nas fibras musculares, especialmente as cardíacas e digestivas.

Os barbeiros abrigam-se em locais muito próximos à fonte de alimento e podem ser encontrados na mata, escondidos em ninhos de pássaros, toca de animais, casca de tronco de árvore, montes de lenha e embaixo de pedras.

Nas casas escondem-se nas frestas, buracos das paredes, nas camas, colchões e baús, além de serem encontrados em galinheiro, chiqueiro, paiol, curral e depósitos.

Transmissão: A transmissão se dá pelas fezes que o “barbeiro” deposita sobre a pele da pessoa, enquanto suga o sangue.

Geralmente, a picada provoca coceira e o ato de coçar facilita a penetração do tripanossomo pelo local da picada.

O T.cruzi contido nas fezes do “barbeiro” pode penetrar no organismo humano, também pela mucosa dos olhos, nariz e boca ou através de feridas ou cortes recentes existentes na pele.

Podemos ter ainda, outros mecanismos de transmissão através de: transfusão de sangue, caso o doador seja portador da doença; transmissão congênita da mãe chagásica, para o filho via placenta; manipulação de caça (ingestão de carne contaminada) e acidentalmente em laboratórios.

Sintomas: Fase aguda: febre, mal estar, falta de apetite, edemas (inchaço) localizados na pálpebra ou em outras partes do corpo, aumento do baço e do fígado e distúrbios cardíacos.

Em crianças, o quadro pode se agravar e levar à morte. Frequentemente, nesta fase, não há qualquer manifestação da doença, podendo passar desapercebida.

Fase crônica: nessa fase muitos pacientes podem passar um longo período, ou mesmo toda a sua vida, sem apresentar nenhuma manifestação da doença, embora sejam portadores do T.cruzi.

Em outros casos, a doença prossegue ativamente, passada a fase inicial, podendo comprometer muitos setores do organismo, salientando-se o coração e o aparelho digestivo.

Tratamento: as drogas hoje disponíveis são eficazes apenas na fase inicial da enfermidade, daí a importância da sua descoberta precoce.

Prevenção: baseia-se principalmente em medidas de controle ao “barbeiro”, impedindo a sua proliferação nas moradias e em seus arredores.

Com informações da SES-GO e Ministério da Saúde

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