Força-tarefa reúne Exército, FAB e órgãos de saúde para investigação técnica
Cinco dias após quatro equipamentos de raio-x, possivelmente da década de 1960, serem encontrados em um ferro-velho de Anápolis (GO), uma equipe especializada do Exército em Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN), além da Força Aérea Brasileira (FAB), do Corpo de Bombeiros e da Vigilância Sanitária se reuniram na sede do órgão municipal na quarta-feira (24).
O grupo analisou manuais de segurança e coletou informações básicas sobre a carga para elaboração de um relatório técnico. O documento deverá ser encaminhado à Polícia Federal, com o objetivo de rastrear o caminho dos materiais até o ferro-velho onde foram encontrados.

Plano de contingência
Diante do fato ocorrido no município, os envolvidos articularam a criação de um Plano de Contingência Conjunto, voltado ao enfrentamento de possíveis emergências e crises biológicas, químicas, radiológicas e nucleares.
“Após a análise dos materiais identificamos a necessidade da criação de um protocolo caso surjam situações como essa. Anápolis será pioneira na criação de um protocolo dessa natureza. A medida busca garantir maior segurança à população, estabelecendo ações preventivas e orientações para situações que exijam descontaminação, isolamento de áreas e outras medidas de contenção”, afirmou o diretor de Vigilância em Saúde, Daniel Soares.
O plano tem como objetivo integrar as forças militares e os órgãos de saúde do município, promovendo treinamentos e definindo procedimentos para resposta rápida em casos de emergência.

Sobre o caso
Na última quinta-feira (18), a Prefeitura de Anápolis recebeu uma denúncia anônima sobre um material com possível risco radioativo em um ferro-velho. O local recebeu equipes da Vigilância Sanitária, do Corpo de Bombeiros e da Subsecretaria Municipal de Meio Ambiente, que isolaram a área para análise de quatro caixas, possivelmente da década de 1960, contendo aparelhos de raio-x.
Uma equipe da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) foi imediatamente acionada e realizou medições no local. Após a análise, foi confirmado que não foram detectados sinais de radiação.
Os equipamentos foram recolhidos e seguem isolados em área restrita na sede da Vigilância Sanitária de Anápolis.
Investigação técnica
O objetivo do documento é auxiliar na identificação da origem dos equipamentos e rastrear o caminho percorrido até o descarte no ferro-velho da cidade. As equipes também avaliam possíveis falhas no transporte, armazenamento ou descarte do material.
Plano de contingência
Diante do caso, os órgãos envolvidos articulam a criação de um Plano de Contingência Conjunto, voltado ao enfrentamento de possíveis emergências envolvendo riscos biológicos, químicos, radiológicos e nucleares.
“Após a análise dos materiais identificamos a necessidade da criação de um protocolo caso surjam situações como essa. Anápolis será pioneira na criação de um protocolo dessa natureza. A medida busca garantir maior segurança à população, estabelecendo ações preventivas e orientações para situações que exijam descontaminação, isolamento de áreas e outras medidas de contenção”, afirmou o diretor de Vigilância em Saúde, Daniel Soares.
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