Uma das mais importantes artérias do complexo viário urbano de Anápolis, tem, ao longo de décadas, contribuído para o fortalecimento do PIB municipal
Se vivo estivesse, Fernando de Sousa Costa, por certo, se orgulharia de ver seu nome emprestado a uma das mais importantes e emblemáticas avenidas de Anápolis. Ele foi ministro da Agricultura do Brasil entre 1937 e 1941, durante o governo de Getúlio Vargas. Era, ainda, político e engenheiro agrônomo, nascido em São Paulo em 1886 e falecido em 1946. Foi, também, prefeito de Pirassununga-SP, deputado estadual, secretário da Agricultura e interventor federal em São Paulo. Fundou o Serviço de Registro Genealógico e estações experimentais, além de transformar escolas nacionais em faculdades de agronomia e veterinária. Estimulou a produção de trigo, laranja e o desenvolvimento da pecuária zebuína, o que deu origem a parques de exposição como o de Uberaba. O fundador da Vila Jaiara e da Estação Experimental (hoje Emgopa), também engenheiro agrônomo Luiz Caiado de Godoy era seu amigo pessoal. Daí, homenageá-lo ao dar seu nome à principal avenida daquela núcleo habitacional.

Mas, também, Anápolis e, principalmente os moradores da Região Norte da Cidade, souberam valorizar a designação, ao transformarem a Avenida Fernando Costa no mais importante eixo econômico/financeiro de um município que cresceria sem parar ao longo de muitas décadas. A princípio, apenas um prolongamento da Avenida Tiradentes, escoadouro natural do movimento rodoviário rumo ao, então Vale do São Patrício, principalmente com o surgimento da colônia agrícola de Ceres, fundada por Bernardo Sayão e, de Rialma, cidade gêmea que sediava importantes projetos de rizicultura (plantio de arroz), a Avenida Fernando Costa soube se reinventar e, em pouco tempo, se transformou em um dos metros quadrados mais caros de Anápolis, o que prevalece, até, os dias de hoje.
A evolução
A História de Anápolis é recheada de fatos marcantes em diferentes setores, mas, tem uma vertente especial, que é a evolução econômica. O crescimento da Cidade permitiu o surgimento de eixos comerciais marcantes e, com certeza, a Avenida Fernando Costa é um dos principais deles em todos os tempos. Em seus pouco mais de três quilômetros (exatos três mil e 400 metros) desde a formação do ‘Y’ com as avenidas Tiradentes, sua precursora e Presidente Kennedy, antes denominada Transbrasiliana, até a outra ponta que se encerra no, agora, Parque Municipal da Jaiara, a Fernando Costa, sempre, foi destaque. Às suas margens surgiram, desde a década de 40, importantes projetos, o principal deles a Tecelagem Anápolis (de um grupo coreano), depois transformado em Anatex, adquirida por um consórcio de Goiás e, mais tarde, a Vicunha, que veio com uma moderna (para a época) tecelagem, com teares mecânicos e tecnologia de ponta.
Mas, além disso, surgiram, paulatinamente, outros projetos importantes, como pequenos armazéns, um posto de combustíveis (Esso) e, assim, sucessivamente. As pequenas, médias e, até, grandes empresas se multiplicaram com o passar do tempo. Hoje, a Avenida Fernando Costa tem, em ambas as margens, importantes empreendimentos, dentre eles agências bancárias, farmácias, clínicas, supermercados, atacadistas, lojas de material para construção e uma série de outros estabelecimentos atacadistas e varejistas, o que faz da Avenida, um dos principais nichos econômico/financeiros da Cidade.

Importância logística
A Avenida Fernando Costa é um marco importante na história da evolução de Anápolis como cidade polo de uma das mais importantes regiões de Goiás. No começo, era fonte indispensável para as compras dos moradores das cidades que margeavam a, hoje, BR 153 (Belém-Brasília) que abasteciam suas despensas, adquiriam tecidos, calçados, víveres em geral para a distribuição e venda nas comunidades menores do Vale do São Patrício e, antigo Médio Norte Goiano. Eram incontáveis os veículos, de todos os portes, que estacionavam junto aos comércios da Fernando Costa, para as compras variadas. E, hoje, pode-se dizer que se trata de uma via urbana completa, com predominância para atividades empresariais. A pequena via de pista única, sem infraestrutura, é, agora, uma imponente avenida de pista dupla, bem sinalizada, bem iluminada e com excelente projeto de segurança viária, com ramificações para, pelo menos, dez bairros da chamada “Grande Jaiara”. Dificilmente se acha um ponto comercial para aluguel, ou, venda, tendo em vista a qualidade e a quantidade dos projetos empreendedores que nela se assentaram. E, são estabelecimentos de alto nível, com produtos que nada ficam a dever para os chamados centros comerciais mais divulgados na mídia. Costuma-se dizer que, “na Avenida a Fernando Costa” encontra-se de tudo o que se precisa, com variedade, quantidade e competitividade inigualáveis. E, isto vem de décadas, com aperfeiçoamento cada vez mais perceptível.
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