Campanha online pressiona governo a criar canal nacional de denúncias
O youtuber digital Felca iniciou uma mobilização pública para criar um disque-denúncia nacional exclusivo para casos de maus-tratos a animais, após a forte repercussão da morte do cão Orelha, agredido por adolescentes em Florianópolis. A iniciativa reúne um abaixo-assinado que busca pressionar o Ministério da Justiça a implementar um serviço permanente, anônimo e disponível 24 horas por dia.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Felca explicou que o canal permitiria registrar denúncias de forma rápida, com triagem imediata e encaminhamento direto para órgãos como a Polícia Civil, serviços veterinários e fiscalizações municipais. Ele argumenta que o modelo atual — que depende de acionar o 190, registrar boletim de ocorrência e reunir provas em flagrante — dificulta a efetividade das denúncias e desestimula testemunhas.
Petição e mobilização
Criado no dia 11 de fevereiro, o abaixo-assinado ultrapassou centenas de milhares de assinaturas em poucos dias. A meta inicial de Felca é alcançar 200 mil assinaturas, número que, segundo ele, aumenta a pressão para que o governo federal analise formalmente a criação do serviço nacional de denúncias.
O influenciador ressalta que o canal proposto funcionaria 24 horas, com atendimento anônimo e centralização dos registros em um banco de dados nacional. Para ele, isso permitiria mais agilidade na investigação e também possibilitaria denúncias preventivas, feitas antes da consumação do crime, aumentando a capacidade de resposta das autoridades.
Carta aberta

Contexto e repercussão
O caso do cão Orelha gerou comoção nacional e reacendeu debates sobre políticas públicas de proteção animal. Gravações que mostram as agressões feitas por adolescentes provocaram protestos e ampliaram o debate sobre punições mais rigorosas. O episódio também impulsionou iniciativas legislativas e discussões em órgãos de proteção animal.
Felca afirma que a repercussão do caso demonstra a necessidade de estruturas permanentes de atendimento. Ele defende que o engajamento popular pode acelerar a criação de um sistema unificado, capaz de reduzir a impunidade e fortalecer a proteção dos animais em todo o país.
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