Olhar para a história, permite que a gente saiba de onde saímos para o lugar onde estamos. Isso se aplica a diversas situações e não é diferente em relação à legislação de uma cidade.
Portanto, a preservação da memória é fundamental para acompanhar a nossa própria evolução e, com isso, até entender os erros e acertos que podem nos ajudar a melhorar para o futuro.
Esse preâmbulo é para registrar que a Câmara Municipal de Anápolis está fazendo sua parte em preservar a história do município, naquilo que concerne à sua parte, ou seja, as leis, as decisões tomadas, os discursos proferidos pelos vereadores ao longo de décadas e décadas.
O Memorial do Legislativo foi lançado no dia 15 de dezembro de 2025. Naquela oportunidade, o hall da Câmara Municipal ganhou um painel com registros fotográficos de vários momentos da “vida” da própria Câmara e da política municipal e os seus protagonistas na linha do tempo.
Além desse painel histórico, tem ainda a galeria dos ex-presidentes, dos vereadores Constituintes e das mulheres que fizeram e fazem a força do parlamento anapolino.
Além de um vasto acervo documental.
Acervo digital
Agora, menos de um ano daquele lançamento, o Memorial do Legislativo avança para a etapa de digitalização do acervo. O que, certamente, irá facilitar a vida dos pesquisadores e ampliar o conhecimento dessa história para a sociedade em geral.
No dia 24 de novembro próximo, a presidente da Casa, Andreia Rezende, reúne a imprensa e convidados para o lançamento oficial dessa nova etapa.
Mas, para quem já quiser, uma parte da história da Câmara Municipal pode ser conferido no blog próprio do Memorial.
Lá é possível acessar, por exemplo, a ata da primeira reunião e de implantação da Câmara Municipal, data de 8 de dezembro de 1947. Esse foi um marco, mas não o mais “recente” da história da Casa de Leis.
Antes disso, a Lei nº 811, de 15 de dezembro de 1887, elevou a Freguesia de Sant`Anna à categoria de Vila e, então, deu-se a escolha do Intendente (cargo equivalente ao de Prefeito) e dos Conselheiros Municipais (cargo equivalente ao de Vereadores).
Na época, tinha-se apenas 370 eleitores aptos e houve abstenção de 177. Lopo de Souza Ramos foi eleito Intendente e como representantes do Conselho Municipal: Gonçalves de Almeida, Floro Santana ramos e Antônio Crispim de Souza.
Em 1907 Sant’Ana das Antas foi elevada à categoria de cidade e recebeu o nome de Anápolis. Naquele ano, Manuel Teodoro Batista foi eleito presidente do Conselho Municipal. Os demais membros eram Amaro Pires Batista, Odorico da Silva Leão, Rubem Ribeiro Camelo, Francisco de Carvalho Fontes e Floro Santana Ramos.
Como curiosidade da história, o Blog do memorial traz informação sobre um projeto de 1957 apresentado pelo então vereador José Lourenço mendes, que dava autorização ao então prefeito Carlos de Pina para desapropriar uma área de 90 metros quadrados na Praça Bom Jesus, junto da Avenida Engenheiro Portela, para instalação de um ponto fixo de estacionamento de charretes.
Para quem não chegou a conhecer, eram veículos de tração animal, geralmente puxados à cavalo(s) que transportam pessoas ou produtos. Era comum, antigamente, a entrega de leite na porta das residências com carroças.
Nem de longe os legisladores da época e nem o prefeito que hoje Anápolis tem uma frota de mais de 350 mil veículos. Charretes, quando ainda se vê, é só na zona rural.
A história, portanto, nos permite essa viagem no tempo e na compreensão dos fatos que a cidade teve.
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VEJA A GALERIA COM IMAGENS DA EXPOSIÇÃO DO MEMORIAL





