Todos os dias, os anapolinos enfrentam um maio pico de trânsito, pela manhã, entre às 7h e 8h, com cerca de 59,5 mil veículos e, à tarde, entre às 17h5 e às 18h15, o volume sobe para em torno de 64,5 mil veículos, aproximadamente. No horário de almoço, o pico é semelhante ao da manhã.
O ponto da cidade que apresenta maior volume em movimento para todos os períodos na cidade é o que converge a Avenida Brasil, que facilita acesso às BRs-414 e 153, com a Avenida Fayad Hanna.
Essas informações são apenas um pequeno recorte do Diagnóstico do Plano de Mobilidade Urbana, que vai atualizar esse importante instrumento de planejamento do município.
O recorte é pequeno, porque em se tratando de mobilidade urbana, as questões vão muito além das relacionadas especificamente ao trânsito que são importantes, pois estão no contexto da nossa rotina diária.
Necessitamos de nos deslocar de casa para o trabalho, de casa para ter acesso à escola, ao posto de saúde, ao supermercado. Como vamos acessar esses locais: à pé, de bicicleta, de veículo.
Se vamos à pé, como estão as condições das calçadas? Se de bicicleta, os 12,7 Km de ciclovia garantem que podemos chegar ao destino ou temos de avançar para ter mais quilômetros incorporados.
Se o deslocamento é de ônibus, quantas linhas, itinerários, as condições de integração do sistema, as linhas e pontos de parada? Afinal, como está a condição da frota, que hoje é composta de cerca de 160 ônibus? O que pode ser feito para que esse sistema possa se melhorado.
Continuamos com a nossa necessidade de se deslocar e aí nos deparamos com outras questões: qual a condição das calçadas? E da sinalização viária? E dos estacionamentos? Quais as condições de acessibilidade que o território apresenta às pessoas com deficiência física ou de se locomover?
Mais perguntas como estas e, também, sinalizações de respostas para mitigar os problemas que o município tem em relação à mobilidade urbana, estão neste projeto amplo que a Prefeitura de Anápolis está desenvolvendo dentro do Estudo de Macroestruturação Estratégica, desenvolvido pela empresa Urbtec, contratada para essa finalidade.
Esse estudo abrange outras ferramentas do planejamento urbano, como o Plano Diretor, o Plano de Arborização, o Plano de Ação Climática e o MasterPlan. Esses planos são articulados. No caso da mobilidade urbana, o entrelaçamento é total.
Não há como estruturar o Plano de Mobilidade Urbana sem que esses planos tenham convergência.
O somatório desses elementos vai permitir que a partir do ano que vem, Anápolis tenha efetivamente caminhos e rotas bem traçadas para o seu planejamento futuro, já que a cidade não nasceu planejada e, com o passar dos anos, isso gerou consequências.
O Plano de Mobilidade Urbana, portanto, enxerga muito além do que a expansão da frota local, que passou de 251.547 em 2016 para 349.503, com crescimento de 38,94% no período. Nada, nada menos que 97.956 veículos a mais na comparação.
O diagnóstico do Plamob ainda traz em quase 320 páginas do documento, as dimensões e situações relacionadas ao transporte rodoviário, os modais ferroviário e aéreo, além de outras particularidades relacionados com a logística local, que é uma engrenagem estratégica do seu desenvolvimento econômico.
Não menos importante, o Plamob sistematiza todos os marcos legais que estão relacionados à mobilidade urbana.
Assim, pode-se dizer, o Plano de Mobilidade Urbana é uma verdadeira viagem por Anápolis. Uma viagem longa, mas que vale a pena de per feita, pois é o ponto de partida para um desenvolvimento social e econômico cada vez mais robusto.

Introdução do Plamob
O presente produto integra o Estudo de Macroestruturação Estratégica de Anápolis, referente ao Contrato nº 47/2026, firmado entre a Prefeitura Municipal de Anápolis e a URBTEC. Corresponde ao Produto 6: Diagnóstico da Atualização do Plano de Mobilidade Urbana, elaborado durante a Etapa 2: Diagnóstico Técnico Participativo, do processo de revisão do referido plano.
A elaboração deste diagnóstico parte do entendimento de que a atualização do Plano de Mobilidade Urbana de Anápolis deve ser lida em articulação com os demais instrumentos de planejamento em curso no município, entre os quais a revisão do Plano Diretor Municipal e a elaboração do Plano de Ação Climática.
Ainda que esses instrumentos possuam escopos e escalas próprias, suas diretrizes devem convergir para uma estratégia comum de desenvolvimento urbano, cabendo a este diagnóstico o aprofundamento específico das condições de mobilidade do município.
Do ponto de vista estrutural, o diagnóstico está organizado em nove capítulos, complementados por uma seção de referências. Os aspectos institucionais, normativos e de gestão relacionados à mobilidade urbana abrem a análise, seguidos pelo levantamento dos planos, programas e projetos existentes que incidem sobre o setor.
A caracterização da mobilidade urbana ocupa a terceira parte do documento, abrangendo a infraestrutura de transportes, a hierarquia viária, os inventários físicos, a frota e a motorização, a segurança viária e os padrões de deslocamento observados no município.
Os capítulos seguintes aprofundam modos e sistemas específicos: a mobilidade ativa, o transporte público coletivo e os aspectos logísticos relacionados à movimentação de cargas. As emissões e a sustentabilidade climática associadas ao setor e os aspectos territoriais que relacionam mobilidade e uso do solo compõem os dois capítulos subsequentes. O diagnóstico se encerra com a síntese das principais constatações, que subsidia a etapa propositiva do plano.
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