A revisão do Plano Diretor de Anápolis traz para o debate em sociedade, vários temas relacionados ao dia a dia da população. Parece que é uma discussão distante, mas não é bem assim.
Por Vander Lúcio Barbosa
Os canais de participação popular estão abertos para acolher as demandas e, certamente, elas serão importantes para balizar as leis e programas que serão alinhavados dentro do Plano Diretor.
Uma das questões fundamentais dentro do planejamento urbano é a mobilidade urbana. E, diga-se de passagem, a mobilidade urbana não é uma questão que abarca apenas o trânsito que, por si só, já é bastante complexo e exige de todos, sociedade e poder público, um olhar prioritário.
Mas, a mobilidade urbana afeta todas as formas que as pessoas usam para se locomover. Sendo assim, envolve os pedestres, as pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, os estacionamentos com vagas definidas, entre outras situações.
São cenários complexos, ainda mais para uma cidade que não nasceu planejada como Anápolis. A cidade possui muitas ruas estreitas, muitas calçadas irregulares. Tem locais onde a calçada é estreita e, ainda, tem um poste no meio, obrigando o pedestre a andar pela rua, dividindo espaço com carros.
Claro que essas situações, às vezes, podem não ser totalmente contempladas com o Plano Diretor e o Plano de Mobilidade Urbana. Mas, certamente, a partir dessas experiências vivenciadas podemos construir projetos futuros.
Por isso o debate é importante. Com leis ajustadas, podemos trabalhar por um futuro melhor para todos. E não apenas esperar que as soluções venham tão somente do poder público. Podemos e devemos participar; podemos e devemos comprar, com pertinência, aquilo que a cidade precisa para melhoria da qualidade de vida da sua população.
Esse diálogo para construir o futuro está aberto e nós, cidadãos, que conhecemos a realidade local, podemos contribuir muito para edificarmos um planejamento sólido e moderno.
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