Ministério da Saúde define protocolo rígido para priorizar pacientes de risco e evitar uso estético
Critérios e protocolos
A incorporação gratuita das chamadas canetas emagrecedoras (à base de semaglutida) ao Sistema Único de Saúde (SUS) ocorrerá de forma responsável e vinculada a um protocolo clínico estrito. Conforme anunciado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a iniciativa afasta o uso para fins meramente estéticos e foca em pacientes nos quais a obesidade agrava outras condições de saúde ou impede tratamentos essenciais.
A prioridade do programa abrange pacientes que aguardam na fila para cirurgias bariátricas, indivíduos com obesidade associada a doenças cardíacas e mulheres em acompanhamento pós-câncer de mama, investigando a redução da recidiva do tumor. O acesso será condicionado à prescrição e ao acompanhamento médico contínuo em unidades de saúde de todo o país.
Produção e resultados
A medida atende a recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e se apoia na expiração da patente da semaglutida em 2026, o que motivou chamamento público da Anvisa para incentivar a fabricação do fármaco por indústrias nacionais.
- Projeto-piloto: O Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre, lidera o estudo Real-Bari para monitorar 250 pacientes com obesidade grave.
- Primeiros impactos: O primeiro usuário beneficiado pelo SUS perdeu seis quilos, reduziu medidas corporais e registrou evolução na adesão a exercícios e na mudança de hábitos alimentares.
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