Ultrapassando as raias do bom comportamento e do bom senso que devem reger a ação de qualquer agente político, os vereadores Elias do Nana e Luzimar fizeram da tribuna da Câmara Municipal de Anápolis um verdadeiro ringue de verborragia.
A contenda verbal se iniciou no pronunciamento, na tribuna, do vereador Elias do Nana. Sem citar nome, como recurso para não dar réplica ao colega citado, o vereador chamou o colega de “caloteiro, mau caráter”. Citou o colega como praticante de “rachadinha” e disse que o mesmo é alvo de diversos processos e investigações da polícia. Disse, ainda, que não realiza trabalho social com o dinheiro dos outros”.
Embora não mencionando o nome, o discurso foi direcionado ao vereador Luzimar Silva. E o cerne da discussão é uma “disputa” de representação em alguns setores de Anápolis. Não é, inclusive, a primeira vez que os dois vereadores entram em rota de colisão publicamente.
E o pior é que, nem um e nem outro, subiu na tribuna acompanhado de documentos para comprovar o conteúdo das falas.
Luzimar Silva defendeu-se dizendo que mora na mesma casa há 38 anos e se o colega falou que ele deve alguém, que esse alguém vá ao seu encontro. “Não sou caloteiro”.
Ainda em sua fala, disse que o colega “é um católico mentiroso”, que ele participou da quebradeira do 8/1 em Brasília.
E, ainda, falou que “nunca agredi meu pai e nunca fui levado em carrinho de mão para casa”.
Após as falas contundentes dos vereadores, a presidente da Mesa Diretora, vereadora Andreia Rezende, citou artigo do Regimento Interno da casa que versa sobre a ética e o decoro parlamentar, pontuando que ofensas pessoais “não são e não serão toleradas”.
“Não é isso que a população espera de nós, bate-boca e ofensas”, asseverou Andreia Rezende.
A presidente citou que a conduta dos parlamentares deve ir de encontro ao Regimento e, no caso, ela aplicou a primeira sanção que é uma advertência pública.
“Quero advertir os senhores [Elias do Nana e Luzimar Silva], para que mantenham o debate em alto padrão, porque a população espera que nos tratemos com respeito e urbanidade”.
Seguiu-se depois o debate com vários vereadores condenando o embate dos dois vereadores.
O vice-presidente da casa, vereador José Fernandes, que é o corregedor, disse que qualquer iniciativa a ser tomada deve ser precedida de uma “provocação” e por isso, disse que não se pronunciaria no momento sobre o embate dos colegas.
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