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VIBRACOM, 40 anos de trabalho e crescimento gradual

de Vander Lúcio Barbosa
23 de outubro de 2026
em Anápolis, DAIA
Reading Time: 4 mins read
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Parque industrial da VIBRACOM, no Distrito Agroindustrial de Anápolis, onde está instalada parte de sua estrutura produtiva

Parque industrial da VIBRACOM, no Distrito Agroindustrial de Anápolis, onde está instalada parte de sua estrutura produtiva

Quando Ubiratan Lopes conheceu o Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA), havia poucas indústrias instaladas no local. O cenário ainda era de avenidas vazias e terrenos à espera de ocupação. Ele, porém, enxergou possibilidades. “Eu vi futuro onde muitos viam apenas mato e avenida vazia. Senti que ali começaria a minha história”, recorda.

Técnico em Edificações pela então Escola Técnica Federal de Goiás, Ubiratan havia trabalhado durante oito anos na Volterrana, empresa especializada em lajes para a construção civil. Nesse período, passou pela produção, assistência técnica, fiscalização de obras, vendas e gestão.

A experiência ajudou a definir sua escolha profissional. Em vez de mudar para a avicultura, setor que também despertava seu interesse, decidiu continuar no ramo que conhecia. Em 1980, entrou como sócio na Lajes Goiás. Seis anos depois, após o encerramento da sociedade, criou a VIBRACOM, em Anápolis.

Risco calculado

O começo foi modesto. Quatro funcionários participavam da operação, e Ubiratan acumulava tarefas que iam da venda à cobrança, passando pelo carregamento de caminhões. “Eu vendia, cobrava, carregava caminhão. Não tinha glamour, tinha muito trabalho”, resume.

A empresa enfrentou logo nos primeiros meses os efeitos do Plano Cruzado, em 1986, com dificuldades de abastecimento e falta de matérias-primas. Para o empresário, aquele período foi uma escola de sobrevivência. A manutenção dos negócios dependia também das relações com fornecedores, que, em momentos de escassez, reservavam materiais para clientes com quem tinham confiança. “Não era privilégio, era confiança. O pessoal me ligava e dizia: separei material para você. Isso vale mais que qualquer contrato”, relata.

A experiência contribuiu para consolidar uma orientação que continuaria presente na administração da empresa: crescer sem comprometer a capacidade de sustentar a operação.

Crescimento gradual

Com o aumento da demanda, a estrutura inicial tornou-se insuficiente. A instalação no DAIA, em meados da década de 1990, abriu espaço para ampliar a produção e diversificar os produtos. Em 2003, a empresa também chegou ao Distrito Agroindustrial de Aparecida de Goiânia (DAIAG).

As lajes deram lugar a uma linha mais ampla de materiais, que inclui blocos, canaletas, pisos, tubos, postes, estruturas pré-moldadas e produtos de poliestireno expandido (EPS). Atualmente, a empresa informa oferecer mais de 120 itens.

A modernização acompanhou essa expansão, com aquisição de equipamentos e mudanças nos processos industriais. Ubiratan também passou a visitar feiras internacionais do setor para conhecer tecnologias e avaliar possibilidades de investimento. “Se tem algo mais moderno no mundo, eu quero ver de perto. Sempre voltei dessas feiras com a cabeça fervilhando de ideias”, conta.

Laços duradouros

Ubiratan Lopes, fundador da VIBRACOM, construiu uma trajetóriaempresarial ligada ao desenvolvimento industrial de Goiás

Ao longo da trajetória empresarial, Ubiratan também participou de entidades representativas do setor produtivo. Presidiu o Sindicato da Indústria da Construção Civil de Anápolis (Sinduscon), a Associação Comercial e Industrial de Anápolis (ACIA), a Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Goiás (FACIEG), a representação regional da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG) e o Sebrae Goiás.

Na empresa, ele atribui importância semelhante à formação das equipes e à permanência dos profissionais. Segundo o empresário, colaboradores antigos convivem com funcionários que começaram em funções auxiliares e chegaram a cargos de liderança. “Pode ter a melhor máquina do mundo, mas sem gente boa, comprometida, você não vai a lugar nenhum”, afirma.

Aos 40 anos, a VIBRACOM reúne uma história de expansão industrial, diversificação produtiva e adaptação às mudanças econômicas. Para Ubiratan, a trajetória também está ligada à cidade onde constituiu família e desenvolveu o negócio. “Anápolis virou parte da minha identidade”, diz.

A empresa que começou com a fabricação de lajes passou a ocupar instalações industriais no DAIA e em Aparecida de Goiânia. Seu percurso acompanha parte das transformações da construção civil em Goiás, mas, na avaliação do fundador, a continuidade depende de uma combinação que vai além das máquinas e dos investimentos: persistência, prudência e confiança nas relações.

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