Longe está o tempo em que dirigir um veículo automotor era uma espécie de arte. O chofer (do francês chauffeur), ou, condutor, ou, ainda, cinesíforo, era uma espécie de astro comunitário, respeitado em todos os segmentos sociais. Quem sabia comandar uma máquina movida a motor, de fato, era uma pessoa diferenciada. Mas, os tempos mudaram. Hoje (quase) todo mundo sabe dirigir. Ou, pelo menos, pensa que sabe. Os automóveis, os caminhões, os ônibus, as carretas se multiplicaram de forma, de tamanho, de potência automotiva. Mas, ainda, dependem do homem para comandá-los. E, estes homens (e mulheres) nem sempre estão preparados para isto. Há dos que, totalmente inexperientes, colocam o bem mais precioso da vida (a família) dentro de um carro e aventuram-se em viagens demoradas, cansativas e perigosas. Daí, a enorme quantidade de acidentes e incidentes, que decorrem desta relação homem/máquina.
Por Vander Lúcio Barbosa
E, mesmo com a modernidade dos avanços tecnológicos e as facilidades para se dirigir um veículo automotor, o Brasil, ainda, tem uma população que sofre horrores com as tragédias automobilísticas no meio urbano e nas malhas rodoviárias. Tudo isso, ou, quase tudo, por conta da inaptidão dos condutores, com exceções, claro. E, há, até, épocas para que estes dramas aumentem. Julho, por exemplo, mês de férias, é histórico. Mais condutores nas ruas e nas estradas (muitos despreparados para o trânsito de alta velocidade), mais o consumo de álcool, mais desatenção, mais abusos de velocidade. Isto, quase sempre, resulta em dor e sofrimento para as famílias em geral.
Mas, não precisaria ser assim. Os condutores podem, e devem, atuar para que este quadro se mude. É importante pensar nisso. A segurança nas estradas depende de uma combinação entre a manutenção do veículo, o respeito às leis de trânsito e a direção defensiva. Antes de pegar a pista, seja em que trajeto for, recomenda-se a revisão de itens vitais, como freios, pneus e faróis, principalmente. É o primeiro passo para se prevenirem acidentes. As principais diretrizes de segurança nas rodovias incluem. ainda, o uso obrigatório do cinto de segurança, indispensável para todos os ocupantes, inclusive os do banco traseiro. Ele reduz em, até, 45% o risco de acidentes fatais.
Os projetos de direção defensiva recomendam, também, a chamada distância de segurança, ou seja, manter, pelo menos, dois segundos de distância do veículo à frente. As ultrapassagens devem acontecer, somente, em locais permitidos, com visibilidade total e sem forçar a passagem. E, dirigir cansado é tão perigoso quanto dirigir alcoolizado. Recomenda-se, também, que sejam feitas paradas a cada três horas para se alongar e hidratar. Por fim, nunca utilizar o celular ao volante. São orientações, a princípio, simplórias, com dicas que seriam, até, desnecessárias. Quem se habilita para tirar a Carteira Nacional de Habilitação, por certo, as conhece. O grande problema é que, mesmo ciente disso, grande parte dos condutores ignora tais recomendações. Em muitos dos casos, o resultado é a tragédia.
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