O elevado consumo de alimentos (cereais, grãos e proteína animal) em níveis globais, fortalece a economia goiana, e crias novo ânimo entre os agropecuaristas
Dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho mostram que Goiás manteve desempenho positivo na geração de empregos formais. No primeiro semestre, o Estado criou 44.316 vagas com carteira assinada, fruto de 534.145 admissões e 489.829 desligamentos. Com o resultado, o estoque de empregos celetistas ativos alcançou 1.585.691 vínculos, alta de 2,79% no período. Apenas em junho, o saldo foi de 3.780 novos postos.
O setor de Serviços liderou as contratações no semestre, com 15.947 vagas, seguido pela Indústria (12.150) e pela Agropecuária (8.113). A Construção gerou 7.792 postos, enquanto o Comércio foi o único a registrar saldo negativo, com fechamento líquido de 314 vagas. Apenas em junho, a Agropecuária contabilizou 1.725 novos empregos formais, registrando 7.759 admissões e 6.034 desligamentos.
Aumento de vagas
A maior demanda por mão de obra no campo concentra-se tradicionalmente nos meses de maio e junho, acompanhando o avanço das atividades agrícolas e das cadeias produtivas. Embora tenha havido desaceleração em relação ao ano anterior, o setor agropecuário continuou sustentando a expansão do mercado de trabalho.
As atividades que mais impulsionaram os empregos na Agropecuária no semestre foram a produção de lavouras temporárias (4.515 vagas) e as atividades de apoio à agricultura e pecuária (2.369 vagas). Também registraram saldo positivo a horticultura e floricultura (740), a pecuária (296), a produção de sementes e mudas (117), as lavouras permanentes (52), além da pesca, aquicultura e produção florestal (12 vagas cada).
Os dados confirmam o papel estratégico do agronegócio na economia goiana. Mesmo em ritmo mais moderado que em 2025, o setor rural segue como motor relevante da geração de emprego, renda e desenvolvimento regional.
