Cerrado em chamas
O tempo seco amplia focos de incêndio em todo o Cerrado brasileiro. Com capim e vegetação ressecada, a combustão é rápida e avassaladora. Todo ano bombeiros e brigadistas são acionados, mas quando o socorro chega os danos já se espalharam, devastando a flora parte da fauna local.
Entre as táticas, o contrafogo preocupa especialistas e ambientalistas. Usado para conter o avanço das chamas, quando improvisado alastra o fogo e elimina rotas de fuga dos animais silvestres. A Aliança da Terra alerta que só deve ser usado com objetivo claro, equipe capacitada, controle da área e rota segura.
Em Goiás e Mato Grosso a prática é recorrente e exige cautela. Só em Goiás, a Brigada Aliança combateu 350 incêndios em três anos em parques estaduais. Por lei, o uso não autorizado pode gerar multa de até R$ 10 mil por hectare e sanções previstas.
Sete de Setembro
Além da lembrança afetiva, a geração dos anos 60, 70 e 80 guarda com saudosismo o Sete de Setembro em Anápolis. A inesquecível “guerra” entre as fanfarras do Colégio Estadual José Ludovico de Almeida e do São Francisco de Assis arrastava milhares de pessoas à Avenida Goiás. Era a grande festa cívica, um espetáculo à parte, ainda vivo na memória de muita gente.
A cidade cresceu e muitos colégios deixaram de participar. Vieram outros e as representações militares – Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Base Aérea. Começou uma nova era na celebração.
Mas uma imagem não sai da memória: o desfile do Tiro de Guerra – antes 53, depois 11-001 – desativado há alguns anos por questões administrativas. Até hoje muitos se lembram do garboso TG-53. Implantado em 1945, teve sua sede histórica construída no Jundiaí, na Rua Monsenhor Chiquinho, com subvenção da Prefeitura na década de 50.
Os Tiros de Guerra foram criados no Brasil em 1902, em Rio Grande (RS).
Água sagrada
Publicado nesta semana, decreto consolida e amplia a portaria do Ministério da Justiça de 2023 sobre acesso à água potável em eventos. A norma permite a entrada com água e torna obrigatória a distribuição gratuita em grandes eventos, desvinculada de situações de calor. Agora vale para todo evento.
Grandes eventos são os com mais de mil pessoas, de qualquer tipo – festivais, congressos, conferências, feiras, shows – em locais abertos ou fechados. O descumprimento sujeita os responsáveis às sanções do Código de Defesa do Consumidor. O decreto entra em vigor em 30 dias.
TJ-GO contra violência
O TJ-GO promove nos dias 22 e 23 de outubro, em Goiânia, o 1º Fórum Goiano de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. O objetivo é buscar ações práticas e efetivas para interromper um fenômeno social que insiste em causar danos profundos às famílias goianas e exige resposta articulada.
O evento envolve especialistas, conferencistas, autoridades, ativistas e representantes do Sistema de Justiça, segurança, saúde, assistência, educação e sociedade civil organizada em Goiás. O tema central são os 20 anos da Lei Maria da Penha, marco jurídico e social de proteção às mulheres.
Caça ao voto
Em Anápolis, como no resto do país, começou a temporada da caça ao voto. Os “cabos eleitorais” ganham um bom dinheiro para ostentar bandeiras, distribuir panfletos, comparecer a eventos e vestir a camisa do candidato. Há grupos organizados, contratos assinados e garantias pelo serviço. Como em toda atividade, há os mais espertos. Alguns conseguem a proeza de apoiar mais de um candidato, inclusive adversários.
Rodovia da morte?
A sucessão de acidentes graves, com elevado número de vítimas fatais, acende o alerta na BR-414, trecho Anápolis-Cocalzinho. A estrada oferece risco pelo aumento do tráfego, curvas sinuosas e muitos aclives e declives. A sinalização é considerada satisfatória, mas preocupa a quantidade de acidentes fatais. Há quem defenda duplicação nos trechos mais complexos. Estão esperando o quê?
