Surto em cruzeiro mobiliza autoridades sanitárias internacionais
A Organização Mundial da Saúde confirmou nesta terça-feira (12) a existência de 11 casos de hantavírus ligados a um cruzeiro internacional. Entre os infectados, três pessoas morreram em decorrência da doença. Apesar da repercussão mundial, a entidade descartou, neste momento, risco de pandemia.
Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, os casos seguem sob monitoramento das autoridades sanitárias.
“Até o momento, foram relatados onze casos, incluindo três mortes”, afirmou durante coletiva de imprensa.
Casos globais
O surto envolve passageiros do navio de expedição MV Hondius, que reuniu turistas de diferentes nacionalidades. Conforme a OMS, nove casos foram confirmados como infecção pelo vírus dos Andes, variante do hantavírus comum na América do Sul. Outros dois seguem como casos prováveis.
Dados divulgados pela AFP apontam que Países Baixos, Reino Unido, Espanha, Alemanha, Suíça, França e Estados Unidos registraram infecções em passageiros que estiveram a bordo da embarcação.
O hantavírus é uma doença rara transmitida principalmente pelo contato com fezes, urina ou saliva de roedores infectados.
Vigilância sanitária
Autoridades de saúde intensificaram o monitoramento dos passageiros e ampliaram as ações de vigilância epidemiológica. Na França, a ministra da Saúde, Stéphanie Rist, realiza reuniões com especialistas para acompanhar os desdobramentos do caso.
Após o desembarque dos passageiros nas Ilhas Canárias, o navio segue viagem para a Holanda, onde deve chegar nos próximos dias, segundo a empresa responsável.
Apesar do alerta internacional, a OMS afirma que o risco de disseminação em larga escala permanece baixo.
“Não há, neste momento, indicativos de uma pandemia relacionada ao surto”, destacou Tedros Adhanom Ghebreyesus.
A organização reforçou que acompanha o caso de perto e afirmou que os episódios seguem sob controle das autoridades sanitárias internacionais.
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