Presidente do CONSEDAIA, Amaury Esberard aponta infraestrutura, logística e inovação como prioridades para garantir o futuro industrial de Anápolis
Ao analisar a trajetória do Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA), Amaury Esberard, presidente do Conselho Empresarial do DAIA (CONSEDAIA), destaca a importância da estrutura para a economia local e estadual. Segundo ele, o Distrito deixou de ser apenas uma área industrial para se consolidar como um importante centro produtivo e logístico do País.
Para Esberard, o DAIA foi decisivo na transformação do perfil econômico de Anápolis, que passou de uma cidade com forte vocação comercial para um dos principais polos industriais de Goiás. “Para Anápolis, ele foi o motor que permitiu o salto de uma cidade vocacionada ao comércio para um polo industrial potente, gerando empregos e renda que sustentam milhares de famílias”, afirma.
Na avaliação do presidente, a contribuição do Distrito também ultrapassa os limites municipais, ao atrair grandes indústrias, fortalecer cadeias produtivas e ampliar a participação de Goiás no cenário nacional de investimentos.
Novos desafios
Com o crescimento do DAIA, surgem também demandas por investimentos e melhorias estruturais. Esberard aponta a modernização da infraestrutura como uma das principais necessidades dos empresários, especialmente nas áreas de saneamento, energia, conectividade digital e segurança.
A qualificação profissional também aparece entre as prioridades, diante da crescente incorporação de tecnologia aos processos industriais. A expectativa do CONSEDAIA é que o Distrito avance na direção de um modelo que combine inovação, sustentabilidade e integração logística.
Outro desafio está relacionado à reforma tributária e ao fim gradual dos incentivos fiscais. Para o dirigente, a indústria goiana precisará buscar novos caminhos para preservar sua competitividade, sem depender exclusivamente dos benefícios tributários.“O caminho para manter a competitividade não pode mais depender exclusivamente de benefícios fiscais. Precisamos focar em eficiência produtiva”, observa.
Nesse contexto, ele defende investimentos em infraestrutura, redução da burocracia e estímulos à pesquisa, inovação e sustentabilidade. A localização geográfica de Anápolis e a experiência industrial acumulada pelo DAIA são, segundo ele, diferenciais que precisam ser aproveitados.
Futuro industrial
A perspectiva para os próximos anos é de crescimento com atração de empreendimentos de maior valor agregado. Esberard cita os segmentos farmacêutico, de alimentos e de energias renováveis entre aqueles com potencial de expansão no Distrito.
A integração com a Ferrovia Norte-Sul e as melhorias na estrutura do Aeroporto de Cargas também alimentam as expectativas empresariais. Para o presidente do CONSEDAIA, a combinação desses modais pode ampliar a capacidade de distribuição das empresas instaladas em Anápolis para diferentes regiões do País.
Ao projetar o futuro, Esberard ressalta que a história do DAIA foi construída pelo esforço conjunto de empresários e trabalhadores, e que essa participação precisa continuar sendo valorizada. “Gratidão a todos os pioneiros, empresários e trabalhadores que, ao longo de 50 anos, construíram esse gigante. E compromisso, porque o nosso trabalho no Conselho é garantir que os próximos 50 anos sejam ainda melhores. O DAIA não é apenas concreto, galpões e máquinas; o DAIA são pessoas”, concluiu.
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