A reforma tributária, aguardada há pelo menos três décadas no Brasil está agora começando a ser implantada, de forma paulatina, e vai trazer muitas transformações no ambiente de negócios do país.
Por Vander Lúcio Barbosa
Mudanças são salutares, sobretudo, em relação à simplificação e redução da alta carga que é imposta aos pagadores, ou seja, todos nós cidadãos e as empresas que geram trabalho, renda e divisas.
À grosso modo, os impostos serão reorganizados sobre o consumo. A reforma impõe o fim da cobrança de PIS, Cofins e IPI, no âmbito federal, e do ICMS e ISS, dos estados e municípios.
A Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) substituirá PIS, Cofins e IPI e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), será o sucessor do ICMS (estadual) e ISS (municipal).
Só com essa “salada” de siglas, a questão já fica meio complicada de digerir. Agora, imagine isso na prática. As mudanças começam a acontecer e em meio a muitas incertezas sobre os resultados que virão.
Uma coisa, de antemão, já se tem como certa, os empresários, inclusive os micro e pequenos, terão de buscar conhecimento para entender o que está acontecendo e como ele deverá tratar essas mudanças no seu negócio.
Há dúvidas ainda permeando como será a divisão de impostos entre os entes, ou seja, a União, estados e município. A concentração ainda permanecerá mais forte no Governo Federal? Municípios que absorvem na ponta as demandas da sociedade em relação aos serviços públicos, terão de continuar de pires na mão em Brasília? A carga tributária vai mesmo ser reduzida?
É um momento delicado e, num país já com tantos problemas com o endividamento da população e o baque no segmento de varejo com as transformações nos modelos negociais de vendas, o que podemos esperar com todas essas mudanças. São muitas as interrogações. Tomara que elas tenham respostas positivas.
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