O Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis, o ITBI, registrou um crescimento de 20,70% na comparação entre janeiro a abril desse ano, com o mesmo período de 2025. Nesse ano, o valor foi de aproximadamente R$ 15,6 milhões de arrecadação. Já no ano passado, o valor ficou em cerca de R$ 32,2 milhões.
Os dados são do relatório de gestão fiscal da Prefeitura de Anápolis, referente ao primeiro quadrimestre de 2026.
Chama atenção no relatório, a queda de -42,22% da receita oriunda de taxas municipais. Contudo, esse resultado negativo (e parcial) se dá por conta da diluição que houve na cobrança da Taxa de Serviços Urbanos (TSU), que agora vem atrelada à conta de água. Antes, a taxa vinha no carnê do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e era dividida em até três vezes.
Com a mudança do sistema de recolhimento, a TSU esse ano vai ser parcelada em oito meses na conta de água e, a partir de 2027, ao longo de 12 meses do ano.
Vale ressaltar que o indicador é composto por outras taxas, mas o relatório não traz separadamente. Nominalmente, o recolhimento de taxas no primeiro quadrimestre de 2025 foi de aproximadamente R$ 39,2 milhões. No mesmo período, esse ano, o valor apurado foi na casa de R$ 19,9 milhões.
Na mesma comparação, o valor apurado com o IPTU saiu de R$ 96,8 milhões no ano passado para R$ 99,3 milhões esse ano, com incremento de 2,56%. A receita do ISS teve crescimento mais robusto, evoluindo de R$ 53,2 milhões para R$ 59,5 milhões, ou seja, uma variação no período de 11,73%.
A receita do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) foi de R$ 30,4 milhões no primeiro quadrimestre de 2025 e, este ano, no mesmo período, de R$ 32,3 milhões, com alta de 6.08%.
No somatório, impostos e taxas tiveram volume de receita de R$ 232,8 milhões no primeiro quadrimestre de 2025 e de R$ 226,7 milhões, com variação de -2,60.
Transferências
O balanço fiscal destaca ainda que as transferências correntes registraram na comparação do quadrimestre, uma variação de 16,94%. O valor geral no primeiro quadrimestre de 2025 foi de R$ 378,0 milhões, aproximadamente e, este ano, de cerca de R$ 442,0 milhões.
As transferências de recursos do Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica) foi o principal destaque no comparativo, evoluindo de R$ 78,5 milhões para R$ 101,9 milhões, com variação de 29,79%.
Transferências do SUS (Sistema Único de Saúde), saltaram de R$ 75,7 milhões para R$ 92,5 milhões, com incremento de 22,20%. Os repasses da cota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) passaram de R$ 110,1 milhões para R$ 119, 3 milhões, com alta de 8,35%.
Os repasses da cota do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) ficaram quase estacionados, saindo de R$ 33,0 milhões para R$ 33,2 milhões, com variação de 0,83%. Outras transferências passaram de R$ 29,6 milhões para R$ 39,9 milhões, com incremento de 34,61%.
Indicadores
O balanço fiscal destaca ainda alguns indicadores do município, com relação aos setores da saúde e educação e, também, quanto aos gastos com a folha de pessoal.
Na saúde, os investimentos em relação à receita alcançaram 21,28%, acima do mínimo constitucional que é de 15%. Na educação, a aplicação foi de 24,38%, abaixo um pouco do teto mínimo de 25%.
O índice de gastos de pessoal ficou em 50,22%, pouco abaixo do limite prudencial, que é de 51,30%.
Vale ressaltar que são também dados parciais, relativos ao primeiro quadrimestre de 2026.
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