Sempre se soube que oração tem alto poder terapêutico. A vida e a experiência têm demonstrado que existe, de fato, algo sobrenatural, no ato simples de uma oração corajosa, confiante e ousada. Nas Escrituras Sagradas, uma das orações mais surpreendentes não veio do povo de Israel, mas de uma mulher Siro-Fenícia, uma província romana da Síria. Qualquer outra pessoa teria se ofendido e saído magoada pelo tratamento. Ela, porém, não desistiu e Jesus ficou tão impressionado com aquela resposta que elogia publicamente sua fé: “Ó mulher, grande é a sua fé! Seja feito com você como você quer”. E a cura foi instantaneamente concedida.
Estudos conduzidos por pesquisadores ligados a Harvard indicam que a oração e a espiritualidade trazem benefícios incomensuráveis à saúde física e mental, promovendo maior resiliência, redução do estresse e bem-estar emocional a longo prazo. Entre os achados, encontra-se redução do estresse, a prática regular de preces ajuda a diminuir os níveis de cortisol (hormônio do estresse) e regula batimentos cardíacos e pressão arterial.
Um estudo de longo prazo com milhares de jovens apontou que aqueles com vida de oração ativa apresentam maior felicidade e menor tendência ao uso de drogas.
Por esta razão, a intersecção entre oração, neurociência e o poder de cura tem sido objeto de fascínio crescente na neurobiologia. Embora a ciência não meça o sobrenatural de Deus em laboratório, ela consegue mapear com precisão o que acontece no cérebro e no corpo humano quando uma pessoa entra em estado de oração profunda, contemplação ou fé. A oração de gratidão e esperança libera neurotransmissores associados ao bem-estar e ativando a plasticidade cerebral.
A oração traz cura porque organiza a alma. Quando a mente se aquieta diante do Criador, o corpo recebe o reflexo dessa paz que excede todo o entendimento. Não é só uma questão de neurociência, é que ao orarmos lidamos com a maravilhosa realidade de um Deus que ouve, vê e age. Infelizmente nem sempre cremos e outras tantas vezes fazemos da oração um mantra repetitivo e vazia, e não “uma palavra dita com desejo”, como bem definiu Ruben Alves.
Na primeira fase da 2ª Guerra Mundial, quando os nazistas impuseram sua força militar e escorraçaram os ingleses até às margens do canal da mancha, não era possível acreditar numa reviravolta, nem mesmo que fosse possível retirar os soldados ingleses.
Mas o impossível aconteceu. Mesmo um jornal como o Daily Telegraph, de Londres, reconheceu ali algo maravilhoso. A primeira coisa digna de nota foi a grande tempestade que, na terça feira, 28 de maio, caiu sobre a região de Flandres; a segunda, foi a calmaria que apresentou o Canal da Mancha durante os dias seguintes. Oficiais superiores não hesitaram em sustentar que a libertação da forca Expedicionária Inglesa se deu como resultado das orações de todo o povo inglês no domingo, 26 de maio.
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