Religioso atuava no acolhimento de famílias afetadas pelo conflito
O padre brasileiro Robson André Gavioli de Mattos, de 36 anos, morreu no último sábado (6), na Ucrânia, onde atuava como missionário católico e prestava assistência a pessoas impactadas pela guerra no país. A informação foi confirmada por familiares.
Segundo relatos da família, a morte ocorreu em decorrência de complicações de saúde após uma cirurgia realizada no joelho. O religioso vivia no país europeu havia cerca de 14 anos.
Natural de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, Robson iniciou sua caminhada religiosa na comunidade do Santuário das Almas. Posteriormente, concluiu sua formação sacerdotal na Diocese de Khmelnytskyi, localizada na região oeste da Ucrânia.
Embora a cidade não esteja entre os principais cenários dos confrontos armados, ela se tornou rota frequente para famílias que deixam áreas atingidas pela guerra em busca de abrigo na Polônia e em outros países da Europa.
Ao longo dos anos, o sacerdote ficou conhecido pelo trabalho junto a refugiados e pessoas em situação de vulnerabilidade provocada pelo conflito. Além disso, sua atuação despertou homenagens e mensagens de despedida nas redes sociais.
Amigos destacaram a dedicação de Robson à missão religiosa e ao auxílio humanitário prestado às famílias afetadas pela guerra.
Em uma das publicações, o amigo Leandro Foloni lembrou que o padre escolheu permanecer em uma região impactada pelo conflito para servir à população local, mesmo diante das dificuldades financeiras enfrentadas pelas comunidades religiosas em meio à guerra.
A morte do missionário causou comoção entre familiares, amigos e fiéis que acompanharam sua trajetória de fé, solidariedade e trabalho social na Ucrânia.
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