Você já ouviu alguém dizer que a urna eletrônica não é confiável. Mas isso não é verdade. Desde que foi utilizada pela primeira vez, em 1996, nunca houve qualquer fraude comprovada pelos órgãos oficiais. É verdade que não é possível auditar a urna eletrônica? Claro que não. Várias são as auditorias feitas antes e durante as eleições. E, também, é possível fazer depois.
Uma modalidade de auditoria é o Teste Público de Segurança (TPS), uma espécie de desafio para que especialistas em informática tentem invadir e adulterar os sistemas envolvidos em todo o processo eleitoral. Desde 2009, quando foi feito o primeiro TPS, nunca foi encontrada nenhuma vulnerabilidade capaz de comprometer o resultado das eleições.
A urna eletrônica é uma invenção brasileira. Foi criada pela Justiça Eleitoral. Ela não fica ligada à internet e o sistema eletrônico não tem comunicação com nenhuma rede durante o processo de votação. Assim que os programas são inseridos nas urnas, todas as entradas são lacradas por lacres produzidos pela Casa da Moeda. E podem identificar qualquer tentativa de violação.
Você já deve ter ouvido que o código-fonte da urna eletrônica é secreto. Não é verdade. A partir de 2002, antes de cada eleição, o código-fonte é aberto, assim como os sistemas eleitorais. Durante quase um ano o código pode ser inspecionado, até a lacração do sistema, no mês de agosto do ano das eleições.
Mas, como posso ter certeza que o voto que digitei foi mesmo registrado? Essa garantia ocorre devido uma auditoria, denominada de ‘teste de integridade’. Uma amostra de urnas é escolhida às vésperas da eleição, passam pela fiscalização de entidades e, no dia da eleição, é feita a comparação dos resultados de votações com cédulas de papel. Antes de começar a votação também é feito o teste de autenticidade.
E se for necessária uma recontagem de votos. Pode ser feita? Claro. Todos os votos são salvos em uma espécie de tabela digital dentro da urna, denominada Registro Digital do Voto (RDV). Trata-se de um sistema protegido com diversas camadas de segurança, como criptografia, assinaturas digitais e hashes. A recontagem pode também ser feita pelo boletim de urna, impresso ao final da votação.
A urna eletrônica é imune a invasões cibernéticas por funcionar de forma isolada, sem placa de rede ou qualquer tipo de conexão à internet. Além de operar fora da rede (offline), o equipamento só executa programas previamente inspecionados e homologados. O processo conta com cerca de 40 etapas de auditoria. A preparação das urnas ocorre diante de juiz eleitoral, Ministério Público, Ordem dos
Não há registro de fraude na coleta, apuração e totalização de votos nos 30 anos de uso das urnas.
No dia 4 de outubro, serão utilizadas 560.011 urnas eletrônicas em 2.641 zonas eleitorais, divididas em mais de 497 mil seções nos municípios brasileiros. O modelo oficial da urna eletrônica atingiu 100% do eleitorado em 2000. Portanto, precisamos entender que, para a segurança das urnas eletrônicas existe uma avançada tecnologia. Já para o voto mal pensado, mal dado e sem critérios, ainda não.
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