Selo de precisão para pesquisas eleitorais: “uma barbeiragem do ministro Kassio Nunes”, diz Gilmar Pirez, do Instituto Voga

“A criação do tal ‘selo de acurácia (precisão)’ para pesquisas eleitorais é, digamos, uma barbeiragem do ministro [do STF] Kassio Nunes”. A frase é do cientista social Gilmar Pirez, diretor-presidente do Instituto Voga de Pesquisas, de Anápolis, dita durante entrevista à Rádio Manchester FM esta semana. Gilmar entende que as normas legais para reger a realização de pesquisas está estabelecida pela legislação eleitoral, “e, mudar a regra em cima da hora, é temerário”.
Segundo ele, no período de 2019 a 2022 houveram inúmeros ataques às urnas e ao processo eleitoral, “agora, parece, a vítima é a pesquisa eleitoral, uma clara tentativa de descredibilizar os institutos”. Gilmar Pirez comunga com o posicionamento da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep), que se posicionou contra a proposta. Em nota, a associação disse que “exigir que uma pesquisa ‘acerte’ o resultado é confundir ciência com bola de cristal”.
E que “pesquisas medem a intenção de voto no momento em que são realizadas, não são previsões nem promessas de resultado”. O diretor do Voga ironizou: “se a obrigação dos institutos fosse apontar o resultado das urnas, dizer o resultado das eleições, poderiam então contratar institutos de pesquisa e não precisaria de um processo caro como é o eleitoral, elegeriam aqueles que os institutos apontam”.
Eleitores 1
Nas eleições gerais de 2022, o Brasil contava 156.463.117 eleitores. Agora, em 2026, tem 158.765.543 eleitores. Aumento de 1,47%.
Eleitores 2
Em Goiás, nas eleições gerais de 2022, 4.870.365 eleitores estavam aptos ao voto. Já em 2026, o número subiu para 5.081.043, ou 4,33%.
Eleitores 3
Em 2022 Anápolis tinha 286.671 eleitores. E experimenta algo curioso. Dois anos depois subiu para 292.815 eleitores. Mas, agora, em 2026, caiu para 287.893 eleitores. Ou seja, aumento de 0,43% em relação a 2022, e queda de 1,68% em relação a 2024.
Eleitores 4
A raça ou cor aparece como “não informada” no cadastro de 126 milhões de eleitores no Brasil, 79,38% do total. Entre os que declararam, a raça ou cor parda é a mais frequente, com 16,9 milhões de eleitores. Em seguida aparecem branca, com 11,7 milhões; preta, com 3,6 milhões; indígena, com 287,2 mil; e amarela, com 229,5 mil.
Decisão judicial
O Tribunal Regional Eleitoral (T.R.E.), em decisão liminar, mandou o vereador Suender Silva (PL), retirar de sua página no Instagram, publicação feita contra o deputado federal Rubens Otoni (PT). A alegação: propaganda eleitoral extemporânea e negativa. Suender já havia retirado o card. O mérito da Ação ainda será julgado.
Dissonância cognitiva
Um conceito desenvolvido pelo psicólogo social Leon Festinger. Atualmente visto com frequência. Especialmente no comportamento político de muitas pessoas. Quando a realidade entra em choque com aquilo em que acreditamos, o cérebro tenta reduzir o desconforto emocional. E aí acontece uma coisa curiosa: muita gente prefere distorcer o fato do que abandonar a própria narrativa. Conhece pessoas que agem assim?
Vice de Anápolis?
O ex-governador Marconi Perillo (PSDB), pré-candidato a governador, não assegura, mas também não descarta a possibilidade de que seja de Anápolis seu companheiro de chapa. Entretanto, a tendência é que dificilmente o tucano tenha um anapolino como vice na disputa das eleições deste ano.
Anápolis na disputa 1
Ronaldo Caiado é o primeiro e único anapolino eleito governador de Goiás (2019-2026). Nenhum vice. Nascido em Anápolis, Edward Júnior disputou o governo em 2006. A anapolina Onaide Santillo foi vice na chapa de Maguito Vilela em 2006.
Anápolis na disputa 2
Não nascido em Anápolis, mas radicado na cidade, Antônio Gomide disputou o governo em 2014. Também nascidos em outras cidades, mas lideranças anapolinas, foram governadores Zeca Batista (1909); Jonas Duarte (1954-1955); Irapuan Costa Júnior; Onofre Quinan (1986-1987); e Henrique Santillo (1987-1991).
Ricos, mais ricos
O número de bilionários cresceu 13,1% no último ano, atingindo o recorde de 3.302 pessoas, segundo o banco suíço UBS. O patrimônio total dos bilionários aumentou 25%, superando o ritmo de crescimento da riqueza global, informou o maior banco da Suíça em seu Relatório Global de Riqueza, divulgado no início deste mês.
Nova trincheira da BR 153: atestado de que Anápolis não gosta de esperar

A inauguração da nova trincheira na BR 153, que liga o Bairro Boa Vista e o Residencial Flor do Cerrado, na Grande Recanto do Sol, é mais que a entrega de uma obra viária estratégica. É também uma demonstração da força de um município que, seguramente, está entre os 50 mais importantes do país. E revela que Anápolis não gosta de esperar, quando a demanda é urgente para garantir qualidade de vida à população. Essa obra, numa rodovia federal [concedida à Ecovias do Araguaia desde 2021], seria originalmente de responsabilidade da União. Iniciada na gestão anterior, a construção estava paralisada. Na atual gestão, o prefeito Márcio Corrêa (PL) retomou a obra que, ao todo, recebeu investimentos de mais de R$ 32 milhões. Com recursos próprios. Na década de 1990, na gestão Wolney Martins, Anápolis também construiu, com dinheiro do município, um elevado na BR 153, que ganhou o nome do piloto Ayrton Senna, entre o Anápolis City e o Bairro de Lourdes. Poucos municípios do Brasil podem fazer esse tipo de coisa.
A praga do vício em jogo e as duas perguntas que podem salvar

O médico psiquiatra Víctor Araújo, diretor clínico do Inmceb e professor da Faculdade de Medicina da UniEvangélica, durante entrevista à Rádio Manchester FM, demonstrou sua preocupação com a explosão dos casos de pessoas vitimadas pelo vício em jogos, a Ludopatia. São fatores de risco: sexo masculino (o dobro das mulheres), jovens adolescentes, dados epidemiológicos, solteiros e pessoas com dificuldade financeira. Segundo ele, a vítima não se vê doente, acha que está fazendo investimento, faz negócio como se fosse seguro e engana ela mesma. Segundo ele, há duas perguntas a serem feitas e, sem em pelo menos uma delas, a resposta for ‘sim’, a pessoa precisa urgentemente refletir sobre seu comportamento e pedir ajuda: 1 – você mente para seus familiares sobre quanto gasta no jogo?. 2 – Sente que precisa jogar cada vez com mais frequência, com valores mais altos, para ter aquela sensação de frio na barrida e de prazer com a aposta?”.
