Goiás é a unidade da federação com o maior número de pesquisas eleitorais registradas pelo Tribunal Superior Eleitoral, conforme levantamento feito pelo CONTEXTO na base de dados oficiais do próprio TSE.
O levantamento realizado na quinta-feira (24/9), faltando 10 dias para a realização das eleições gerais desse ano, apontou um total de 176 pesquisas contratadas. O que é um recorde na série histórica dos últimos pleitos. Na eleição de 2014, foram 149. Em 2018, o número caiu para 59. Em 2022, foram contabilizados 95 registros e, agora, 176 e com possibilidade, ainda de aumento.
Conforme consta no site do TSE, foram 173 pesquisas para retratar as intenções de votos para governador; 163 para senador; 122 para deputado federal; 124 para deputado estadual e 4 para deputado distrital (que é para representantes da Câmara Distrital do DF).
Nota-se que os números não são coincidentes, porque uma pesquisa pode aferir mais de um tipo de intenções de votos para os cargos em disputa.
O valor apurado com os 10 maiores contratantes de pesquisas em Goiás passa de R$ 1,8 milhões.
Recorte regional
Curioso no levantamento é que os três maiores colégios eleitorais do Brasil- São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro- não são os que aparecem com maior número de registros de pesquisas na base do TSE.
As cinco unidades da federação com maior número de registros de pesquisas são: Goiás (176); Piauí (157); Maranhão (129); Rio Grande do Norte (107) e Sergipe (92). São Paulo aparece com 91; Minas Gerais com 80 e o Rio de Janeiro com 57.
Brasil
No Brasil, até a data do levantamento, foram 2.928 pesquisas. Número um pouco menor do que o da eleição de 2022, que chegou a 2.971. Porém, maior que na eleição de 2018 (1.808 pesquisas) e de 2014 (2.456 pesquisas).
Os registros estatísticos apanham intenções para presidente (1.125); governador (1.736); senador (1.697); deputado federal (739); deputado estadual (715) e deputado distrital (84).
Novamente lembrando que os números não são coincidentes, porque uma pesquisa pode aferir mais de um tipo de intenções de votos para os cargos em disputa.
Por fim, consta ainda que os 10 maiores contratantes de pesquisas eleitorais no país movimentaram a bagatela de R$ 46,5 milhões. Mais precisamente: 46.543.924,60. Isso, até 24 de setembro, com possibilidade de aumentar.
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