O Polo Industrial de Manaus, no Estado do Amazonas registrou faturamento de cerca de R$ 165 bilhões no período de janeiro a agosto desse ano, com crescimento de 10,47% de crescimento em relação ao mesmo período do ano passado.
As exportações do polo amazonense, também entre janeiro a agosto desse ano, registraram um volume de aproximadamente US$ 539,9 milhões, com incremento de 31,26% em relação ao mesmo período do ano passado.
Mas, afinal, o que esses números têm a ver com a realidade de Goiás e de Anápolis? Esses números não são comparativos com a realidade que se tem por aqui, mas eles servem de alerta a uma realidade que está por vir e que poderá afetar Goiás e, por conseguinte, o município de Anápolis, onde se localiza o maior polo industrial e uma engrenagem importante para o motor da economia goiana.
Como já se sabe, a reforma tributária, que está em fase de implantação, decretou o fim da chamada guerra fiscal entre os estados brasileiros, que não mais poderão oferecer incentivos fiscais como forma de atrair investimentos.
Foram os incentivos fiscais como o Fomentar e o Produzir, que embalaram a implantação do Distrito Agro Industrial de Anápolis, o DAIA, que este ano completa 50 anos.
Foram as políticas de incentivos fiscais que impulsionaram também a implantação do Polo Farmacêutico de Goiás, hoje considerado o segundo maior do país, sendo que a maioria das plantas produtivas desse polo estão localizadas em Anápolis.
A indústria automotiva também veio para Goiás, no embalo dos incentivos. Anápolis recebeu a CAOA, lá em 2007 e a empresa é uma das maiores empregadoras da região, além de trazer no seu parque produtivo muita tecnologia e inovação.
A reforma tributária preservou os incentivos e o diferencial competitivo da Zona Franca de Manaus e do Polo Industrial de Manaus até 2073. Obviamente, isso faz, sim, uma diferença e Goiás deve correr atrás de mecanismos para se manter atrativo.
O valor do faturamento do Polo Industrial de Manaus, só para se ter uma ideia, é cerca de oito vezes maior do que o PIB de 2023 de Anápolis, que foi na casa de R$ 20,4 bilhões.
Como já dito, não são dados comparativos, mas eles servem como um farol para que Goiás e Anápolis possam buscar o caminho iluminado da competitividade.
No caso de Anápolis, há uma grande expectativa com o edital do DAIAPlam, por meio da Companhia de Desenvolvimento do Estado de Goiás (Codego), que busca justamente oferecer áreas de expansão industrial em condições diferenciadas.
Obviamente que outras políticas podem reforçar essas condições de atrativo de investimentos e essa cobrança, certamente, será feita aos agentes políticos e ao governo que tomam posse a partir de 2027.
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