Até fechar o resultado de dezembro, a balança comercial de Anápolis poderá registrar volume recorde nas importações. Segundo pesquisa do CONTEXTO na plataforma de comércio exterior do Governo Federal, de janeiro a agosto desse ano, o valor das importações pelo município já passa de US$ 1,8 bilhão.
Se o desempenho continuar com pé no acelerado, pode chegar à casa do melhor resultado da série histórica, em 2024 e 2025, na casa de US$ 2,2 bilhões.
De janeiro a agosto, o valor total das importações (US$ 1,8 bilhão) foi 34,2% maior do que no mesmo período de 2025, quando o valor foi de cerca de US$ 1,4 bilhão.
As exportações por Anápolis estão longe de alcançar o recorde da série histórica para o período de janeiro a agosto. A melhor marca nesta avaliação ocorreu em 2022, quando o volume de exportações pelo município ficou na casa de US$ 403,6 milhões.
E, só para constar, se for comparar o resultado de janeiro a agosto desse ano (USR 153,3 milhões) com o mesmo período de 2025, o crescimento foi de 148,6 milhões. No ano passado, o valor foi de aproximadamente R$ 61,7 milhões.
Com o valor acumulado de US$ 1,8 bilhão, Anápolis continua mais líder do que nunca entre os maiores importadores de Goiás. No Brasil, o município assume o 25º lugar. A participação nas importações do Estado é de 45,7% e, no país, de 0,9%.
Com relação às exportações, o volume de US$ 153,3 milhões no período de janeiro a agosto desse ano dá ao município o 16º lugar entre os maiores exportadores goianos.No Brasil, a posição é mais tímida: 278º lugar. A participação nas exportações de Goiás é de 1,8% e, no Brasil, 0,06%.
Parceiros
Os cinco principais parceiros de comércio exterior nas importações por Anápolis continuam com a China na liderança, com 45,1% de participação. Na sequência vem a Alemanha (19,1%); a Suíça (11,9%); Japão (5,8%) e a Índia (5,0%).
Considerando o mesmo período, os cinco principais parceiros nas exportações são: Espanha (14,1%); Romênia (8,1%); Indonésia (7,9%); Suécia (7,4%) e China (6,8%).
Produtos
A pauta de importações segue sem muitas alterações, trazendo como principais destaques: – Sangue humano; sangue animal preparado para usos terapêuticos e profiláticos ou de diagnóstico; outras frações de sangue; produtos imunologicamente modificados; vacinas; toxinas e culturas de microorganismos (31,4% de participação); – Partes e acessórios de veículos (18,2%); Medicamentos (14,7%).
Em relação às importações, os destaques são: – Tortas e outros resíduos sólidos da extração de óleo de soja (63,1%); – Óleo de soja e respectivas frações, mesmo refinados, mas não quimicamente modificados (10,2%); – Alcoóis acíclicos e seus derivados halogenados, sulfonados, nitrados ou nitrosados (6,3%);- Turborreatores e turbo propulsores e outras turbinas a gás (6,0%).
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