A balança comercial de Anápolis traz bons indicadores para o período de janeiro a maio deste ano, conforme revela pesquisa feita pelo CONTEXTO em um painel do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o MDIC.
A primeira informação é que nos cinco primeiros meses de 2026, o volume de importações feitas por Anápolis, bateram à casa de US$ 1 bilhão, com incremento de 23,6% em relação ao mesmo período de 2025. Vale ressaltar que esse é o melhor resultado para janeiro a maio em toda a série histórica, iniciada em 2016.
As exportações passaram de US$ 100,9 milhões, registrando uma variação de 181,1% em relação ao período de janeiro a maio de 2025.
Segundo o apurado, a participação de Anápolis nas importações de Goiás é de 46,2%. Ou seja, muito próximo da metade. A participação do município nas importações nacionais é de 0,9%. No ranking estadual, Anápolis é o maior importador, primeiro lugar absoluto. No nacional, ocupa a 26ª posição.
Em relação às exportações, a participação do município em relação ao estado é de 2%. Nas exportações nacionais, a participação é de 0,07%. Em Goiás, Anápolis é o 13º maior município exportador. No Brasil, ocupa o 252º lugar.
Parceiros
Os dados do MDIC trazem ainda quem são os principais parceiros do comércio internacional de Anápolis, considerando o período da avaliação, ou seja, janeiro a maio de 2026.
Começando pelas importações, o primeiro lugar é da China, com 43,8% de participação, com movimentação de cerca de US$ 453,6 milhões. Na sequência vem: Alemanha, com 16,5% de participação (US 171 milhões); Suíça, 13% (US$ 134,5 milhões); Japão, 6,8% (US$ 70,8 milhões) e Índia, 5,3% (US$ 54,6 milhões)
Nas exportações, quem lidera no momento é a Romênia, com 12,3% de participação, com movimentação de cerca de US$ 12,4 milhões. Na sequência: Suécia, 9,8% (US$ 9,9 milhões); Eslovênia, 9,1% (US$ 9,2 milhões); Indonésia, 8,9% (US$ 9,0 milhões) e a China, 8,9% (US$ 9,0 milhões).
Produtos
Os principais produtos exportados, ou seja, que saíram de Anápolis para outros países, foram: – Tortas e outros resíduos sólidos da extração de soja (59,4% de participação); – Óleo de soja e respectivas frações, mesmo refinado, mas não quimicamente modificado (11,1%); – Turborreatores, turbopropulsores e outras turbinas a gás (9,1%).
Os principais produtos que ingressaram no município, ou seja, importados de outros países, foram: – Sangue humano; sangue animal preparado para usos terapêuticos, profiláticos ou de diagnóstico; antissoros; outras frações de sangue; vacinas; toxinas; culturas de microrganismos (30,7%); – Medicamentos (15,8%); – Partes e acessórios de automóveis (18,8%).
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