A riqueza do subsolo goiano, a generosa quantidade e a diversidade de elementos sinalizam para um avanço econômico sem precedentes na história da mineração goiana
O recente episódio da supervalorização das chamadas “terras raras”, minérios de alto valor agregado e cobiçados pelas grandes potências industriais, principalmente as indústrias aeronáutica e de informática, coloca Goiás na linha de frente a respeito do assunto. Isto porque, as prospecções têm demonstrado que no solo goiano jaz uma quantidade incalculável desses tipos de minérios, o que projetaria o Estado para ser vanguardeiro econômico neste importante segmento. Mas, isto não começa agora. A proposta de mineração, principalmente a extrativa, se confunde com a própria história de Goiás. O Estado foi descoberto, ou, surgiu no mapa do Brasil, com as chamadas “entradas e bandeiras”, através da vinda de levas e levas de garimpeiros em busca de ouro, diamante e outros minerais preciosos.
A atividade extrativa ganhou grande alcance e sua evolução deixa o Estado em condições altamente privilegiadas quando se fala em política minero/energética. Funcionam, hoje, em Goiás, grandes empresas mineradoras que extraem ouro, cobre, bauxita, alumínio, nióbio, amianto e, agora, as terras raras, além de vários outros minerais, em grande quantidade. Tem-se como certo que o setor de minas e energia em Goiás destaca-se pela relevância econômica nacional na mineração. Isto, sem contar com as importantes atualizações na distribuição e no planejamento elétrico do Estado.
Situação atual
No imaginável ranking nacional, Goiás ocuparia o terceiro lugar no valor da produção mineral do Brasil. É líder na extração de níquel e nióbio, além de ganhar, agora, destaque no mercado estratégico de terras raras. Sendo assim, o governo estadual anunciou, recentemente, planos para a recriação da Secretaria de Minas e Energia dedicada a impulsionar o processamento local de minerais e atrair novos investimentos (um dos focos seria o Nordeste Goiano) e em recursos tecnológicos. Foi anunciado que o futuro da política de minas e energia em Goiás tem sido desenhado por meio de uma reestruturação governamental e por planos de longo prazo, focados em sustentabilidade, atração de investimentos e processamento local.
O governador Daniel Vilela propõe recriar a Secretaria Estadual de Minas e Energia, exclusiva para o setor, para centralizar políticas, unificar estratégias setoriais e melhorar o diálogo com investidores e o setor produtivo. Outra vertente é a verticalização, com foco em terras raras e minerais críticos. A diretriz é superar a simples extração e avançar no processamento de minerais estratégicos em Goiás, agregando valor para gerar empregos e renda locais.
Terras raras
Goiás busca liderar a produção de minerais críticos, com projetos em Minaçu, Nova Roma e Iporá. O Plano de Recursos Minerais criaria clusters e previsibilidade jurídica à pesquisa geológica. A transição para a economia de baixo carbono se encaixa nisso. A Política Estadual de Energia, regulamentada em 2026, prevê descentralização e sustentabilidade, com incentivo à geração distribuída e ao armazenamento. O Plano projeta oferta e demanda, com revisões a cada cinco anos.
O governo ampliará a modernização energética com usinas solares para órgãos públicos, com fontes 100% limpas. O Ministério de Minas e Energia sinaliza aporte de mais de cinco bilhões para subestações e linhas, para sanar gargalos e garantir que o sistema elétrico suporte o crescimento agroindustrial e minerador.
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