O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o estudo “Áreas Urbanizadas do Brasil 2022”, trazendo um conjunto de informações interpretadas por meio de imagens de satélite que permitem visualizar o cenário de urbanização no país.
Além dos dados nacionais, essa pesquisa traz recortes para as dimensões de estados e municípios.
Para isso, o território é classificado em quatro tipos principais: Áreas Urbanizadas, Loteamentos Vazios, Outros Equipamentos Urbanos e Vazios Intraurbanos, possibilitando retratar a configuração e a expansão das cidades brasileiras.
Entende-se como Área Urbanizada, as áreas urbanas com ocupações de construções residenciais, comerciais e industriais.
Loteamentos Vazios são áreas parcelas, cujas vias já podem ser identificadas em imagens de satélite, mas que ainda possuem pouca ou nenhuma construção.
Outros Equipamentos Urbanos são os estabelecimentos não residenciais associados ao modo de vida urbano como: universidades, aeroportos, presídios, shopping centers, estações de geração de energia, entre outros.
Vazios Intraurbanos correspondem a espaços não edificados inseridos no tecido urbano como parques, corpos d´água e remanescentes de vegetação.
Conceitos definidos, vamos aos números.
Segundo o IBGE, Goiás possuía em 2022, o total de 2.080,20 km² de área urbanizada, sendo a maior extensão entre os estados do Centro-Oeste brasileiro. Naquele mesmo ano, o estado tinha 179,39 km² de loteamentos vazios, sendo o quinto estado brasileiro com maior extensão desse tipo de área.
Além disso, tinha 68,12 km² de áreas com outros equipamentos urbanos e 19,29 km² com áreas de vários intraurbanos.
Municípios
No recorte de dados municipais, o levantamento traz que Anápolis é o terceiro em Goiás em relação a áreas urbanizadas, com 101.14 km², atrás apenas de Aparecida de Goiânia (137,81 km²) e da capital, Goiânia (304,42 km²).
Entre as capitais brasileiras, Goiânia ocupa a quinta posição do ranking nacional, atrás de Curitiba (331,81 km²), Rio de Janeiro (620,43 km²), Brasília (633,24 km²) e São Paulo (911,08 km²).
Com relação a loteamentos vazios, Goiás é também o quinto no ranking das unidades da federação, com 179,39 km². Atrás de Ceará (234,01 km²), São Paulo (279,02 km²), Minas Gerais (407,26 km²) e Bahia (451,22 km²).
No recorte municipal, Anápolis aparece apenas no 9º lugar em relação a loteamentos vazios, com 5,19 km². Os municípios com maior extensão desse tipo de área são: Planaltina de Goiás (21,96 km²), Luziânia (12,19 km²), Caldas Novas (10,65 km²), Alexânia (8,77 km²) e Goiânia (7,69 km²).
Com relação às áreas com outros equipamentos públicos, as maiores extensões, em 2022, eram em Itumbiara (5,09 km²), Rio Verde (4,88 km²), Jataí (4,08 km²), Anápolis (3,78 km²) e Goiânia (2,48 km²).
Quanto aos vazios intraurbanos, as maiores extensões ocorriam em Goiânia (5,81 km²), Aparecida de Goiânia (5,25 km²), Anápolis (1,97 km²), Caldas Novas (1,53 km²) e Formosa (1,47 km²).
Sobre o Estudo Áreas Urbanizadas do Brasil
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE apresenta a nova edição do mapeamento das Áreas Urbanizadas do Brasil, com ano de referência 2022. O produto apresenta a evolução da urbanização no País, estabelecendo comparações com a edição anterior, de 2019.
Desde 2015, o mapeamento das Áreas Urbanizadas do Brasil vem sendo realizado pelo IBGE por meio da interpretação de imagens de satélite, com ajustes metodológicos para melhor representar os processos de expansão, estabilidade, densificação e retração da mancha urbana.
Esta é a quarta edição da série. Entre as principais inovações desta edição, incluem-se a adoção de critérios de área mínima de um hectare para aquisição de feições, o uso de imagens de maior resolução espacial em relação ao mapeamento anterior, agora com quatro metros, e o aprimoramento dos critérios associados à identificação da classe Outros Equipamentos Urbanos. (Com informações do IBGE)
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