Sobre regulações

A espera por atendimento médico/ambulatorial/clínico/cirúrgico através do Sistema Único de Saúde (SUS) está longe de ser um problema pontual, ou, local. É um mal crônico de difícil equação nos pequenos médios e grandes municípios brasileiros. Anápolis não foge à regra. Pessoas ficam por semanas, meses e, até, anos, à espera de um atendimento que quanto mais especializado, mais demorado é. Os principais gargalos são exames de imagem, exames laboratoriais complexos, pequenas, médias e grandes cirurgias, além dos medicamentos de alto custo, nesta escala. É um suplício para quem depende do SUS, por não ter plano de saúde, ou, recurso para tratamento particular. Famílias entram em desespero, pessoas acabam por morrerem nas filas, doenças simples se agravam. Os casos se espalham por todo o Brasil e não se vê uma solução em curto, ou, médio prazos. Uma pesquisa inédita sobre integridade na saúde revela que 82% dos agentes do setor consideram a regulação atual insuficiente ou inadequada, mesmo com recentes avanços, em um cenário marcado por riscos elevados como conflitos de interesse, falta de isonomia regulatória e de regras de contratualização, retenção de faturamento e ausência de regras específicas para o uso de inteligência artificial. Sem contar os caso frequentes de corrupção, com pessoas preteridas em detrimento de outras que pagam por fora para serem atendidas antes.
O levantamento faz parte da terceira fase do estudo “Integridade no Setor da Saúde: Identificação de Riscos”, realizado pelo grupo de pesquisa em governança corporativa, compliance e proteção de dados do Programa de Pós-Graduação em Direito Político e Econômico da Universidade Presbiteriana Mackenzie e financiado pelo Instituto Ética Saúde, parceiro do projeto. Entre as conclusões, o estudo identifica sete grandes categorias de risco, com destaque para falhas de integridade e compliance, riscos regulatórios, operacionais, econômico-financeiros, tecnológicos e de transparência. No campo da integridade, os conflitos de interesse aparecem como um dos principais vetores de risco, sobretudo na relação entre indústria e profissionais de saúde, e envolvem práticas como incentivos indiretos, patrocínios e influência sobre decisões clínicas.
Praças esportivas
A Prefeitura anunciou as licitações para reforma e melhoramentos nos ginásios “Carlos de Pina” e “Newton de Faria”, além do Estádio “Zeca Puglise”, (Estádio dos Amadores). Aliás, este último é o mais antigo e foi entregue ao público em 1969. Antes era um campo de terra, sem muros e sem qualquer outro benefício. Pertencia à família Fanstone e sediava os jogos do Arsenal, time amador que tinha como mentor o advogado Willian (Bill) Fanstone. Foi cooptado pela Prefeitura que o cercou e, anos depois, colocou grama e construiu vestiários, assim como implantou a iluminação.

O Ginásio “Carlos de Pina” foi construído com recursos da SUDECO (Superintendência de Desenvolvimento do Centro Oeste) pelas mãos do, então, presidente René Pompeo de Pina, na época da administração do, então, Prefeito Olímpio Ferreira Sobrinho, início dos anos 80. Já o Ginásio “Newton de Faria” foi construído pelo Governo Henrique Santillo, no final dos anos 80 dentro de um amplo projeto que edificou vários outros ginásios com o mesmo padrão em diversas cidades goianas.
Inusitado
Na semana passada, em Goiânia, uma mulher denunciou haver sido assediada por um médico durante uma perícia numa agência do Instituto Nacional de Seguro Social. Segundo ela, o profissional teria levantado seu vestido durante o atendimento para avaliar um benefício previdenciário por hérnia na coluna. O caso foi denunciado à polícia. Em um boletim de ocorrência o médico disse que a conduta realizada foi necessária para avaliação clínica da paciente, pois a perícia estava relacionada a um problema de hérnia na coluna. Disse, ainda, que solicitou que ela levantasse o vestido e que, durante o atendimento, não houve manifestação de incômodo. O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás informou que todas as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos são apuradas e tramitam em total sigilo, conforme determina o Código de Processo Ético-Profissional Médico.
Benefício
O presidente Lula sancionou a Lei nº 15.377/2026, que muda a Consolidação das Leis do Trabalho para garantir um direito básico, mas muitas das vezes negligenciado: o de cuidar da própria saúde. A partir da nova regra, trabalhadores poderão se ausentar por, até, três dias ao ano para realizarem exames preventivos, sem sofrerem desconto no salário. Outro aspecto importante é garantir que esse direito chegue, de fato, a quem precisa. Por isso, a nova regra obriga que as empresas comuniquem, formalmente, aos trabalhadores para evitar que a falta de informação seja mais um obstáculo.
Jornada polêmica
A Federação das Indústrias do Estado de Goiás – FIEG -, ao lado de 35 sindicatos industriais goianos, aderiu ao manifesto nacional coordenado pela Confederação Nacional da Indústria que reúne mais de 400 entidades contrárias a propostas de redução da jornada de trabalho sem ajuste de produtividade. O documento expressa preocupação do setor produtivo com os impactos econômicos e sociais das mudanças em discussão no País. O posicionamento conjunto destaca que a redução da carga horária semanal com manutenção salarial pode elevar significativamente os custos das empresas, com reflexos diretos sobre preços, investimentos e geração de empregos.
Café faz bem…

Foto: Juanma hache/Getty Images
Um estudo publicado no Journal of the American Medical Association acompanhou 131.821 homens e mulheres nos Estados Unidos por, até, 43 anos e revelou que o consumo de café com cafeína está associado a uma redução significativa no risco de demência. Ao longo do período, 11.033 participantes desenvolveram a doença. Entre aqueles com baixo consumo de café, foram registrados 330 casos de demência por 100 mil pessoas por ano, enquanto nos maiores consumidores esse número caiu para 141 casos por 100 mil pessoas por ano. Em termos de risco relativo, os maiores consumidores de café apresentaram 18% menos probabilidade de desenvolver demência.
