Presidente Luiz Antônio Oliveira Rosa aponta 35 empresas interessadas em Anápolis, defende equilíbrio financeiro e projeta expansão do distrito industrial
A Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (CODEGO) prepara uma nova etapa de atração de investimentos para Anápolis, com negociações para a instalação de indústrias, recuperação de terrenos ociosos e estudos para mudanças na estrutura jurídica da empresa pública. As iniciativas foram apresentadas pelo presidente da companhia, Luiz Antônio Oliveira Rosa, durante encontro com associados do Rotary Club Anápolis Oeste, na terça-feira (27). Ele estava acompanhado do diretor executivo e chefe de gabinete, Diogo Camilo. Na reunião, Luiz Antônio detalhou os desafios da gestão e os projetos para as comemorações dos 50 anos do Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA), em novembro.
Segundo o presidente, 35 empresas manifestaram interesse em se instalar em Anápolis, embora nem todas estejam na mesma fase de negociação. Três grandes grupos empresariais estariam em estágio avançado de avaliação, incluindo um empreendimento logístico de grande porte, com potencial para movimentar 1.200 carretas bitrens.
Outra negociação prevê a construção inicial de um galpão de 20 mil metros quadrados, com possibilidade de expansão para 120 mil metros quadrados e estimativa de mais de 4.500 empregos diretos. Os nomes dos investidores não foram divulgados. “Agora, com a retomada e a definição da eleição, vamos continuar as negociações com essas empresas”, afirmou Luiz Antônio, que espera avançar nas tratativas a partir de dezembro.
O DAIA Plan, implantado na área da antiga Plataforma Logística Multimodal, também integra a estratégia de expansão. Com aproximadamente 1,7 milhão de metros quadrados, o espaço oferece alternativas para indústrias e operadores logísticos. A reformulação do edital prevê subsídios que podem reduzir o preço de terrenos avaliados em R$ 180 por metro quadrado para menos de R$ 50, conforme as condições estabelecidas para os investidores.


Para seleto grupo de empresários no Rotary, Luiz Rosa, presidente da CODEGO, antecipou vários projetos que ele e sua equipe estão desenvolvendo para o DAIA
Terrenos ociosos
A recuperação de áreas sem edificações ou atividade produtiva é outra frente de atuação da CODEGO. A companhia revisou procedimentos jurídicos para retomar terrenos que não cumprem sua a finalidade e destiná-los a empreendimentos com projetos concretos. “Essa conversa de que o DAIA não tem área não existe. Nós temos área. Tem que ter coragem para retomar as áreas que estão ociosas”, declarou o presidente.
A iniciativa busca ampliar a oferta de espaços sem depender exclusivamente da abertura de novas áreas. Informações apresentadas sobre o DAIA Plan apontam investimentos superiores a R$ 100 milhões e expectativa de aproximadamente 700 empregos diretos em empreendimentos em implantação na região.
Mudança jurídica
Além da atração de empresas, a sustentabilidade financeira da companhia está entre as prioridades da gestão. Luiz Antônio afirmou que a CODEGO se prepara para “uma virada de chave para se tornar superavitária”, ajustando suas contas para manter sua atuação no desenvolvimento econômico estadual. “Uma empresa pública precisa ter lucro, porque, senão, todos nós, como cidadãos, estamos tomando prejuízo”, disse.
O presidente apresentou algumas possibilidades em discussão, entre elas: manter a CODEGO como empresa pública, mas com saúde financeira ou transformá-la em autarquia. A definição dependerá dos estudos sobre a viabilidade econômica e administrativa da companhia.
A gestão também pretende implantar a certificação ISO 9001, com procedimentos padronizados para melhorar a qualidade dos serviços e dar continuidade às políticas de desenvolvimento independentemente de mudanças de governo.

Expansão industrial
A ampliação da capacidade do DAIA envolve ainda melhorias na infraestrutura e nos serviços destinados aos trabalhadores e às empresas. Entre as propostas estão um pátio de triagem de caminhões e um complexo de apoio às atividades empresariais, com atenção à mobilidade e às necessidades cotidianas de quem trabalha no distrito.
A CODEGO estuda ocupar os espaços disponíveis e avaliar a expansão para áreas vizinhas. Caso essa alternativa não seja viável, a possibilidade de implantar outro distrito industrial em Anápolis também está no horizonte.
As comemorações dos 50 anos do DAIA, em novembro, devem servir de plataforma para apresentar obras concluídas, anunciar novos projetos e divulgar empresas interessadas em investir no município. A expectativa é associar a data histórica a uma agenda de investimentos, geração de empregos e reorganização da companhia.
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