No Senado Federal, a CPI do Crime Organizado foi encerrada sem relatório e com muitas polêmicas. Na Câmara Municipal, teve bate e rebate em torno da CCJR. No TSE, foi eleito o novo “comandante” para as eleições de 2026.
Presença de Vilela

A presença e as ações do governador Daniel Vilela (MDB), em Anápolis, trazem duas mensagens do ponto de vista político: a primeira é que ele tem no município parceiros estratégicos, como o prefeito Márcio Corrêa (PL), a presidente da Câmara, vereadora Andreia Rezende (Avante) e seu irmão, deputado estadual Amilton Filho (MDB).
A segunda é que, candidato à reeleição para o cargo, essa aproximação ajuda trazer para seu projeto uma parte do eleitorado que acredita que o ex-governador, Ronaldo Caiado, apesar de ser muito bem avaliado, não teria feito um pouco a mais pela cidade por ser ele um anapolino.
Sendo assim, ele- Daniel- poderá vir a ter um bom espaço no terceiro maior colégio eleitoral de Goiás.
Senhor das urnas

O ministro Nunes Marques foi eleito para presidir o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Para o cargo de vice-presidente, foi eleito o ministro André Mendonça. O mandato é de dois anos e a posse ainda vai acontecer. Nunes Marques será, portanto, o responsável por conduzir o processo das eleições gerais de 2026.
Uma missão robusta, já que neste pleito, os eleitores brasileiros vão às urnas escolher seus representantes para a Presidência da República; aos governos estaduais; ao Congresso Nacional (Câmara e Senado); e nas assembleias legislativas (e distrital, no caso do Distrito Federal).
A missão se torna ainda mais robusta, com a batalha a ser travada contra as fake news e o uso indevido da Inteligência Artificial.
Tiro no pé

A CPI do Crime Organizado no Senado terminou sem relatório final, com troca de parlamentares à última hora e muitas polêmicas e dúvidas deixadas pelo caminho.
A oposição reclamou das “manobras” para enterrar a CPI. Mas, certamente, vai se aproveitar da narrativa que alguns utilizam para dizer que o PT tem alguma proximidade com o crime organizado.
A CPI, ainda, colocou mais lenha na fogueira na “briga” entre os poderes constituídos, notadamente, o Legislativo e o Judiciário (leia-se STF).
Enfim, essa CPI foi um tiro no pé, porque não alcançou seus objetivos e, como se dizia no passado: “terminou em pizza”.
Na CCJR…

Na sessão ordinária da Câmara Municipal, na última quarta-feira (15), chamou atenção o fato de não haver nenhum projeto pautado para a Ordem do Dia.
Quase encerrando a sessão, a vereadora Thaís Souza (Republicanos) reclamou que projetos de sua autoria estariam “engavetados” na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).
A presidente Andreia Rezende (Avante) e o vice-presidente, José Fernandes (MDB), responderam pela Mesa Diretora não haver nenhum tipo de perseguição a qualquer vereador e que vereadores que estariam de posse de projetos da vereadora foram notificados a devolvê-los.
A vereadora Seliane da SOS, presidente da CCJR, disse não poder “atropelar” projetos de colega que estão na frente, mas reconheceu que a Comissão estava com quatro reuniões não realizadas e com uma “pilha” de projetos.
Ainda, relatou que na legislatura passada, seus projetos não passavam na CCJR, que era então presidida pela vereadora Thaís. Que coisa!

- Dobradinha? Ao que tudo indica, o PL anapolino poderá dobradinha dos vereadores Suender e Jean Carlos, concorrendo aos cargos de deputado federal e estadual, respectivamente.
- A prestação de contas do prefeito Márcio Corrêa na Câmara Municipal, trouxe alguns dados bem interessantes. Um deles é que as arrecadações próprias do município: IPTU, ISS, IRRF, ITBI, TSU e taxas, todas tiveram aumento na comparação com 2024.
- Os limites constitucionais ficaram todos eles acima dos tetos. O de gasto com pessoal fechou em 49,33%, sendo que o limite prudencial é de 51,30%; na saúde, o ano fechou com aplicação de 21,72% da receita, acima do teto de 15% e, na educação, a aplicação foi de 30,16%, também acima do teto, que é de 25%.
- Agora, uma outra informação dada pelo prefeito é a prioridade que ele quer dar à restruturação do Instituto de Seguridade dos Servidores Públicos de Anápolis, o ISSA, a começar com a venda de ativos, como a antiga rodoviária.
Leia também: LDO 2027 prevê orçamento de quase R$ 2,7 bi, com R$ 1 bi educação e saúde
