A eleição de 2026 é página virada. Agora ou, em breve, começam articulações para 2028. Nos EUA, a eleição também acabou e deu ruim para Trump. No Congresso brasileiro, o assunto é o voto distrital.
Voto Distrital

O presidente da Câmara Federal, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) jogou luz, recentemente, a um tema polêmico e que estava, até então, meio esquecido: mudança no modelo eleitoral do país, com foco na adoção do chamado voto distrital misto.
Esse modelo combina a escolha de representantes para cargos legislativos (deputados estaduais, federais e vereadores) com escolha direta por parte do eleitor para os candidatos de um determinado distrito (divisão por regiões do eleitorado da eleição) e a votação no partido, que apresentará uma lista ordenada de candidatos.
Em 1982, houve tentativa de implantar esse modelo através de uma emenda à Constituição de 1967. Não deu certo. Depois, tentou-se a mudança na Assembleia Nacional Constituinte de 1988. Também não deu.
E, em 2007, houve nova tentativa de mudança na Constituição e, mais uma vez, não avançou. Sabe lá, agora, qual interesse com essa nova tentativa.
Amarga derrota

O presidente americano Donald Trump amargou derrota do seu partido, o Republicanos, nas eleições de meio mandato para o Congresso (Câmara dos Representantes e Senado).
Parece que essa é uma discussão que está longe de nós, mas não é bem assim. Isso porque essa eleição de agora poderá ter desdobramentos futuros, daqui a dois anos, quando os EUA voltam às urnas para a eleição presidencial e terá o Partido Democrata mais forte.
As políticas de Trump para o Brasil não foram muito boas, com os “tarifaços”, impactando sobremaneira a economia por aqui.
Fato é que, não só o Brasil, mas boa parte do mundo voltou os olhos para a eleição lá na terra do Tio Sam. Num cenário de globalização, é preciso sintonia com o que está acontecendo lá fora.
Ainda mais em se tratando de uma das maiores economia e um dos maiores potenciais bélicos do planeta.
Lá vem 2028…

A eleição de 2026 é página virada. Daqui mais alguns meses, as discussões se voltarão ao pleito de 2028, para escolha de prefeitos e vereadores.
Em Anápolis, a tendência é que o atual prefeito, Márcio Corrêa (PL), seja candidato natural à reeleição para o cargo. De outro lado, claro, o PT- que já administrou o município- deve tentar novamente uma retomada do poder político local. Não se sabe, ainda, qual seria o nome. Geralmente, esse nome sai de uma eleição com os seus filiados.
O ex-prefeito Roberto Naves (Republicanos) também pode ressurgir no cenário da eleição paroquial. Mesmo com desgastes, o PSDB também tradicionalmente apresenta nome.
Partidos mais à esquerda, como o PSOL, da mesma forma, costumam entrar no embate eleitoral. Muita água tem ainda para correr por debaixo da ponte.
Lula Digital

No governo Lula 4, há uma expectativa grande de qual será a política para a regulação das redes sociais, que o presidente eleito pelo Partido dos Trabalhadores já sinalizou durante a campanha.
Por ironia do destino, foram as redes sociais um fator determinante para a vitória de Lula no segundo turno da eleição contra Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal.
Esse é um tema sensível porque está entrelaçado com a liberdade de expressão, um pilar importante da democracia.
De modo, que será um desafio para o próximo mandato de Lula, sem contar o fato de que esse tema envolve interesses de ordem econômica muito grandes.

14 de novembro – Último dia para as candidatas e os candidatos que concorreram no segundo turno das eleições e os partidos políticos encaminharem à Justiça Eleitoral, as prestações de contas referentes aos dois turnos.
24 de novembro – Último dia para a mesária ou o mesário que não compareceu aos trabalhos no segundo turno apresentar justificativa ao juízo eleitoral.
18 de dezembro – Último prazo para a diplomação dos eleitos no primeiro e no segundo turno das eleições, ou seja: presidente, senadores, governadores, deputados federais e estaduais.
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