A reta final da eleição presidencial tem mudanças de estratécias de campanha e acirramento entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Reta final

A campanha do segundo turno da eleição presidencial segue para reta final com muita fervura no caldeirão político de 2026. Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protagonizam uma disputa acirrada.
Cada qual tentando buscar votos daqueles eleitores que estão ainda por decidir o voto. Na propaganda de rádio e TV, Flávio tem buscado uma campanha mais propositiva, com o mote de mudança.
Lula busca capitanear eleitores com o fim da escala 6X1 e buscando, também, alcançar eleitores mais jovens, aparecendo fazendo selfies e postagens. E com um tom mais agressivo contra o adversário.
Flávio, por sua vez, tem utilizado o tipo “paz e amor”, que já marcou a campanha de seu adversário. Em resumo, está chegando a hora a decisão e, agora, é guerra. Pelo voto, claro!
Capital político

O prefeito Márcio Corrêa (PL) sai das eleições de 2026 com ganho considerável no seu capital político. Em Anápolis, o grupo de Corrêa já é coeso e sua popularidade, sobretudo, nas redes sociais, consolidam essa força.
Com o resultado das urnas, o chefe do Executivo fortaleceu ainda mais os laços com o agora governador reeleito, Daniel Vilela, do MDB; apoiou dois candidatos a deputado federal que estão muito alinhados a ele: Major Vitor Hugo (PL) e Célio Silveira (MDB), ambos eleitos; apoiou abertamente seu companheiro de partido, Gustavo Gayer, ao Senado e gravitou bem na órbita da candidata Gracinha Caiado (UB), ambos vitoriosos.
No plano nacional, Corrêa está alinhado a Flávio Bolsonaro, do PL, que venceu o primeiro turno da eleição presidencial. Na Assembleia Legislativa, foi um dos principais apoiadores de Carol do Amiltinho (MDB), a mais bem votada da história para o cargo.
E, ainda, seu principal adversário político, o ex-prefeito Roberto Naves (Republicanos), amargou derrota de sua esposa, Vivian Naves, do mesmo partido, à reeleição.
Votos escondidos

Os números do primeiro turno das eleições presidenciais no dia 4 de outubro sinalizam que há muito voto “escondido”. Só para se ter uma ideia, mais de 33 milhões 469 mil e 244 eleitores se abstiveram de votar. O que corresponde a 21,08% de todos que estavam aptos ao voto.
E mais: 3 milhões 674 mil e 249 eleitores anularam o voto (2,93%) e 2 milhões 300 mil e 798 eleitores votam em branco (1,84%). A diferença nominal de votos válidos pró Flávio Bolsonaro sobre Lula, no primeiro turno foi de 2 milhões 224 mil e 965 votos.
Só o número de votos brancos já foi maior que essa diferença. Conclui-se, então, que esses votos “escondido”, se vierem a comparecer no segundo turno, vão ser o fiel da balança na decisão.
Observação estrangeira

Assim como aconteceu no primeiro turno, o segundo turno das eleições de 2026 contará com a participação de missões internacionais de observação eleitoral.
Ao todo, sete missões internacionais acompanharão novamente as eleições brasileiras em todo o país. São elas: Carter Center, Liga dos Estados Árabes, Organização dos Estados Americanos (OEA), Parlamento do Mercosul (Parlasul), Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Rojae-CPLP), União Europeia e União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore).

- O vereador Policial Federal Suender (PL), continua sinalizando que pode passar à oposição do grupo liderado pelo prefeito Márcio Corrêa, que é do seu partido.
- A presidente da Câmara Municipal, Andreia Rezende (Avante). retornou ao batente. Ainda muito abatida com a perda do irmão, o deputado Amilton Filho, terá a missão de ajudar a esposa dele, Carol, a adentrar no ambiente político do mandato que irá exercer a partir de 2027.
- Por enquanto, ainda não se tem muita movimentação, mas até o final do ano, a sucessão na Mesa Diretora da Câmara vai ganhar corpo e articulações.
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