Em ano de eleição, o prefeito Márcio Corrêa já sinalizou seus primeiros apoios. Na eleição presidencial, tem conflito doméstico. E, fora do cenário eleitoral, uma análise sobre o Prospera Anápolis.
Escolha I

O prefeito Márcio Corrêa (PL) já deixou de forma clara os principais nomes que vai apoiar nas eleições proporcionais desse ano.
E isso não foi surpresa, pois já se tinha de forma visível sua preferência pelo projeto de reeleição dos deputados Amilton Filho, para deputado estadual, é Célio Silveira, para federal, ambos do MDB, o mesmo partido do atual governador, Daniel Vilela, que busca a reeleição para o cargo. Com popularidade alta, Corrêa, claro, será um cabo eleitoral bom para os dois emedebistas.
Escolha II
A posição do prefeito certamente, foi balizada no histórico político que o conduziu ao Executivo anapolino.
O deputado Célio Silveira, por ter aberto caminho para atuação de Márcio Corrêa na Câmara Federal, capitalizando-o politicamente e Amilton Filho, que foi seu coordenador de campanha e, no início do mandato, foi o interlocutor que abriu caminho para ações importantes que eram necessárias ao município junto ao governo estadual.
Erro duplo

Esse imbróglio em torno do programa Prospera Anápolis e o Fórum Empresarial parece ter um sentido de erro duplo. De forma legítima, a vereadora e presidente da Câmara Municipal, Andreia Rezende, iniciou o movimento diante do cenário da queda de Anápolis no PIB goiano, da segunda para a quarta posição.
Ela fez correto, do ponto de vista de sua atuação política, de jogar luz à questão. Contudo, ela não precisaria avocar para o programa a responsabilidade de conduzir pautas envolvendo a recuperação econômica, já que muito ou quase tudo que se pode fazer sobre isso não depende de atuação do Legislativo Municipal, envolvendo outras esferas de poder.
Por outro lado, o Fórum Empresarial não deveria ter se deixado levar em jogar essa responsabilidade ao movimento e cobrar do Prospera soluções de curto prazo. A ideia seria construir pontes, mas no meio do caminho tinha pedras.
E, agora, tem pedras sendo atiradas e o objetivo que parecia maior, a união, vai ficando pelo caminho. Obviamente, essa é uma análise do muito que já foi falado sobre essa questão.
Baita conflito

Jair Bolsonaro, ex-presidente da República, com a saúde fragilizada já de algum tempo, ainda passa por essa tormenta que é o conflito envolvendo a esposa- Michele- e o filho- Flávio (pré-candidato à Presidência pelo PL).
Um conflito que parece estar cada vez mais evoluindo do campo político para o emocional e pessoal. Isso, num momento em que o calendário das eleições gerais de 2026 avança e essa situação, certamente, pode trazer prejuízos ao projeto da chamada “esquerda raiz” de tomar o poder do PT nas urnas em outubro próximo.
Lula, candidato à reeleição, assiste de camarote essa briga, de olho nos que poderão sair descontes desse conflito que, podem até não votar nele, mas tirarão votos do seu principal concorrente. É difícil saber até onde irá chegar essa discórdia e o quão prejudicial ela poderá ser. Resta aguardar os próximos desdobramentos.

- Osmar Borges, suplente que assumiu a cadeira do vereador licenciado Domingos Paula (PDT) não terá muito tempo para desenvolver muitos projetos, mas é um espaço político que ele poderá colher frutos mais adiante.
- Anápolis caminha para ter uma situação fiscal melhor, a partir da renegociação de financiamentos bancários contraídos com juros altos. Essa condição veio com uma mudança de letra da Capag (indicador de bom pagador do Tesouro nacional, de “C” para “B”.
- A expectativa do prefeito Márcio Corrêa é que, com a revisão dos contratos, baixando os juros, sobre mais recursos para investimentos. Recursos esses que ele faz questão de deixar bem claro, não são do prefeito ou da Prefeitura, são recursos dos contribuintes.
- É importante que os contribuintes e a população em geral entendam essa mensagem que tem sido passada e reiterada pelo chefe do Poder Executivo anapolino.
- Uma medida meio exagerada as restrições de conteúdo nas redes sociais das forças de segurança, em virtude do ano eleitoral. São veículos importantes de informação para a sociedade e que, nunca se ouviu falar, foram usados de alguma forma com qualquer conotação política. Se houver, a lei está aí para ser aplicada.
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