
Geely, BYD, Foton, Nissan, Volkswagen, Ford, Fiat, RAM, Renault, Mitsubishi e Kia. Essas são apenas algumas das marcas que já comercializam ou estão chegando ao mercado brasileiro com picapes pequenas, médias e novas propostas para o segmento.
Esqueça aquela ideia de que, para comprar uma picape, bastava escolher entre Fiat Toro e Renault Oroch ou, no segmento das médias, entre Toyota Hilux, Ford Ranger, Chevrolet S10 e Mitsubishi Triton. Mais uma vez, o mercado automotivo brasileiro será inundado por novos produtos, e o consumidor terá cada vez mais opções — e, consequentemente, mais dificuldade para decidir qual levar para casa.
Durante muitos anos, o mercado de picapes médias teve como protagonistas Chevrolet S10 e Toyota Hilux, que se revezavam na liderança das vendas. Depois veio a Volkswagen Amarok, um produto que rapidamente conquistou seu espaço e chegou a incomodar as concorrentes.
A Amarok tinha atributos para isso. Design marcante, bom desempenho e uma proposta diferenciada. Mas produto bom não vive apenas de atributos técnicos. É preciso cuidar do pós-venda, da assistência técnica, da disponibilidade de peças e, principalmente, da experiência do proprietário.
A trajetória da Amarok mostra como é difícil transformar um bom produto em um sucesso duradouro. Problemas relacionados à manutenção, à qualidade do combustível e à assistência acabaram pesando na percepção de parte dos consumidores. A lição é simples: no mercado automotivo, vender o veículo é apenas o começo.
Também vimos a Ford abandonar o mercado brasileiro de veículos de passeio e, posteriormente, retornar com uma Ranger completamente renovada, potente e recheada de tecnologia. Com motor V6 e uma proposta mais sofisticada, a picape passou a disputar espaço de maneira cada vez mais intensa com a tradicional Hilux.
E agora temos mais uma concorrente.
A Kia, marca sul-coreana comercializada no Brasil desde 1992 pelo grupo José Luiz Gandini, decidiu entrar definitivamente na briga pelo mercado de picapes médias. Seu nome é Tasman.
A picape chega equipada com o motor diesel 2.2 Smartstream, turbo, de 210 cv, associado a um câmbio automático de oito velocidades, tração 4×4 e reduzida. Segundo a fabricante, acelera de 0 a 100 km/h em 9,7 segundos. A capacidade de carga chega a 1.007 kg e o entre-eixos é generoso: 3,27 metros.
Ou seja, não veio para fazer figuração. A Tasman chega para enfrentar Ranger, Hilux, S10, Triton, RAM Dakota e outras concorrentes que já estão ou estarão disputando esse consumidor.
Sobre sua aparência, poderíamos começar dizendo que seu desenho é controverso. Linhas retas, faróis instalados nos para-lamas e grandes coberturas plásticas nas caixas de rodas dão à picape uma identidade muito diferente daquela à qual estamos acostumados.
Ou, para aqueles que consideram “controverso” uma expressão pouco adequada, podemos utilizar “disruptivo”.
Aulas de português à parte, disruptivo é aquilo que provoca uma ruptura, uma mudança significativa. E, nesse aspecto, a Tasman realmente tem uma proposta diferente.
O fato é que o consumidor brasileiro nunca teve tantas opções de picapes. E essa disputa ainda está longe de terminar.
De um lado, marcas tradicionais, com décadas de mercado, redes de concessionárias e uma legião de consumidores fiéis. Do outro, fabricantes que chegam trazendo novas tecnologias, preços competitivos e produtos que procuram romper padrões.
Para quem compra, a notícia é boa: mais concorrência significa mais opções.
Para as montadoras, porém, a conversa é outra. Não basta lançar uma boa picape. Será preciso conquistar o consumidor, entregar qualidade, oferecer pós-venda eficiente e provar, depois da venda, que a escolha foi acertada.
No mercado automotivo, informação continua sendo o melhor opcional.
Seja um colaborador de @motorecia_. Envie sua sugestão e colaboração através do nosso Instagram e siga-nos. Diariamente você receberá novidades do universo automotivo.
Junte-se aos grupos de WhatsApp do Portal CONTEXTO e fique por dentro das principais notícias de Anápolis e região. Clique aqui.
