Até março do ano que vem, Anápolis já deverá ter um novo Plano Diretor. É um projeto amplo e que abarca diversas áreas, entre elas, a mobilidade urbana, que terá um dispositivo próprio de planejamento.
Vander Lúcio Barbosa
Quando falamos em mobilidade urbana, quase sempre, o que nos vem à mente é o trânsito: os congestionamentos, as vagas de estacionamento, os desafios dos pedestres, enfim, uma série de complexidades que estão presentes no nosso cotidiano.
Contudo, o conceito de mobilidade urbana e a sua aplicação vai bem mais além, passando pelo transporte público, ciclovia, o modo como as pessoas se utilizam para se deslocar na cidade e, mesmo, até, as condições existentes de calçadas para a passagem de pedestres, sobretudo, aqueles que têm dificuldade locomoção ou são portadores de deficiência.
Configurar tudo isso num plano, que tem eficácia de lei, não é uma tarefa fácil. Mas esse trabalho está sendo construído agora em Anápolis, junto com a revisão do Plano Diretor.
É importante que a população participe das audiências públicas que estão acontecendo e vão acontecer, para levar sugestões ou mesmo apenas conhecer o trabalho que está sendo feito, de forma técnica.
A expectativa é que a partir do Plano de Mobilidade Urbana, Anápolis possa ter a partir da sua vigência, a abertura de uma nova era para mudança estruturais e, também, conceituais, pois depende muito de nós o sucesso de qualquer medida a ser implantada.
Depende de nós e nem precisa estar na lei, contribuir com um trânsito melhor ou, então, construir uma calçada que não ofereça dificuldade e risco para aqueles que vão usá-la.
Podemos ter mais espaços para ciclovias e esses espaços serem respeitados por todos. Também, podemos, dar nossa contribuição no respeito aos espaços de estacionamentos especiais que já existem e, quem sabe, poderão ainda ser aprimorados. Enfim, é uma grande jornada!
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