Companhia esclarece por que a normalização do fornecimento de água demora mais que o retorno da energia
A interrupção no fornecimento de energia elétrica, comum durante temporais ou manutenções na rede, afeta diretamente o abastecimento de água. Segundo a Saneago, os sistemas de captação, tratamento e distribuição dependem integralmente da eletricidade para funcionar.
Desde a retirada da água dos mananciais até sua chegada às residências, o processo exige o funcionamento contínuo de bombas, sistemas de automação e estações elevatórias. Sem energia, toda essa estrutura é interrompida, afetando o fluxo de água nas redes de distribuição.
A companhia explica que a demora na retomada do abastecimento ocorre porque a água percorre as tubulações em velocidade muito menor que a energia elétrica. Após o retorno da eletricidade, é necessário religar bombas, preencher quilômetros de adutoras, pressurizar a rede e reabastecer reservatórios. Por isso, regiões mais altas e bairros localizados nas extremidades da rede costumam ser os últimos a ter o serviço normalizado.
Outra dúvida frequente envolve o uso de geradores. De acordo com a Saneago, a operação em larga escala seria tecnicamente complexa e economicamente inviável, devido ao alto consumo de combustível, necessidade de manutenção constante e impactos ambientais.
Para minimizar transtornos durante interrupções, a companhia orienta que os imóveis mantenham caixas d’água adequadas ao consumo familiar. Conforme parâmetros da Associação Brasileira de Normas Técnicas, a reserva ideal deve garantir autonomia mínima de 24 horas.
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