Medidas unem inteligência policial, integração institucional e operações nacionais voltadas à proteção das mulheres
O combate à violência contra as mulheres ganhou reforço nas ações do Ministério da Justiça e Segurança Pública em 2026. Dados apresentados no relatório de gestão do primeiro quadrimestre mostram que o governo federal intensificou medidas de prevenção, monitoramento e repressão aos crimes de feminicídio em todo o país.
O avanço das ações ocorre em meio a um cenário ainda preocupante. Somente nos três primeiros meses deste ano, o Brasil registrou 399 casos de feminicídio, evidenciando a permanência da violência de gênero como um dos principais desafios da segurança pública nacional.
Entre as iniciativas anunciadas está o Pacto Nacional de Prevenção ao Feminicídio, lançado em março deste ano. A proposta reúne esforços do Executivo, Legislativo e Judiciário em uma estratégia conjunta para prevenção da violência, proteção das vítimas, responsabilização dos agressores e fortalecimento das políticas públicas voltadas às mulheres.
O pacto também marca uma mudança institucional ao reconhecer oficialmente o feminicídio como problema de Estado, ampliando a articulação entre órgãos públicos e mecanismos de enfrentamento à violência doméstica e familiar.
Inteligência Integrada
Outra medida implementada pelo ministério foi a criação do Centro Integrado Mulher Segura (Cims), plataforma nacional de monitoramento e inteligência voltada à violência contra as mulheres. Com investimento de R$ 28 milhões, o núcleo funciona em Brasília e integra dados das 27 unidades da federação.
O sistema reúne informações relacionadas a feminicídios, agressões, medidas protetivas e demais ocorrências envolvendo violência de gênero. A proposta é reduzir a fragmentação de dados entre estados e fortalecer a capacidade de planejamento das forças de segurança e dos órgãos de proteção.
A utilização de inteligência estratégica também busca antecipar situações de risco, permitindo respostas mais rápidas e políticas públicas direcionadas às regiões com maiores índices de violência.
Operações Nacionais
As ações operacionais realizadas nos primeiros meses do ano resultaram em mais de cinco mil prisões de agressores em todo o país. Entre fevereiro e março, as operações Mulher Segura e Alerta Lilás mobilizaram forças policiais estaduais e federais em ações integradas de combate à violência contra mulheres.
A Operação Mulher Segura registrou 4.936 prisões, incluindo flagrantes, cumprimento de mandados judiciais e detenções por descumprimento de medidas protetivas. Já a Operação Alerta Lilás, coordenada pela Polícia Rodoviária Federal, contabilizou 302 prisões em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.
As operações também identificaram casos relacionados a estupro, violência doméstica, feminicídio e crimes ligados ao descumprimento de obrigações judiciais, ampliando a atuação preventiva e repressiva das forças de segurança no enfrentamento à violência de gênero no Brasil.
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